E viva a democracia!!!!

Editorial | Leia Sempre Brasil
Dissemos no último editorial do jornal Leia Sempre Brasil que o Brasil que precisava sair das urnas deveria ser um Brasil democrático. Nosso apelo se dava principalmente por conta do avanço do extremismo no Brasil e da possibilidade de vitória de um candidato repleto de corrupção, com suspeitas de ligação com criminosos e as milícias e extremista de direita.
Mas o povo brasileiro na sua sabedoria e simplicidade soube colocar as coisas em seu devido lugar e de forma organizada, emocionada e pacífica foi as ruas nos últimos dias da campanha de segundo turno, e várias gerações se ligaram por laços afetivos e por afinidade e por sonhos diversos e foram às urnas domingo, 25, e reelegeram o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
O Brasil acordou na segunda-feira, 26, um país normal. As pessoas saindo de casa tranquilamente, enfrentando seu batente, suas dificuldades, o ônibus lotado, enfrentando os problemas do cotidiano. No centro, as pessoas abrindo lojas, outras tomando seu café na manhã nas padarias, outros passando apressados por conta do atraso ao trabalho.
Olhamos e notamos: o Brasil está normal. Do mesmo jeito, e mais ainda, não terá um governo autoritário que traria retirada de direitos, terror, violência institucionalizada, e que tentaria destruir o Estado brasileiro e nossa democracia. O extremismo foi derrotado e o Brasil voltou a respirar.
A democracia insiste em viver em um país que ainda precisa avançar muito. Precisamos avançar na educação, qualificar nossa juventude para os desafios do futuro, reindustrializar o Brasil, mudar esse modelo econômico de financeirização da sociedade brasileira e investir em obras públicas e de infraestrutura. O Brasil precisa avançar na tecnologia, na ciência, na inovação, precisamos combater a corrupção e o crime organizado.
Demos um passo que foi na eleição não permitir que o discurso de ódio e extremista vencesse. E mais ainda deixamos no governo um presidente que, com todas as críticas que possamos ter é um estadista e um democrata.
Por parte da população apenas a sensação de dever cumprido. Mas, uma coisa precisa ser dita. A sociedade civil brasileira precisa ficar permanentemente organizada e ativa nas ruas e nas redes. O fantasma do extremismo existe e ainda ronda. A sociedade precisa ficar alerta.