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A hora da direita brasileira dar um chega prá lá no bolsonarismo

P07 direita brasileira e bolsonarismo

Não sabemos se a direita brasileira vai conseguir fazer isso, mas está com a oportunidade nas mãos de dar um chega prá lá na extrema-direita bolsonarista que se apropriou do termo “direita” e ocupou espaços e quase engoliu o centrão nas eleições deste ano.

Ao término do primeiro turno o PL bolsonarista mais o Novo (também extremista) conseguiu 131 cadeiras na Câmara dos Deputados. Resultou em tirar cadeiras do centrão e de alguns pastores que ao se misturarem ao bolsonarismo o eleitor preferiu um extremista que se diz pastor a um pastor que se diz político.

O bolsonarismo e seus algoritmos elevou a votação de gente execrável na extrema direita como Nikolas Ferreira que fez o tal vídeo contra o Nordeste e terminou por ajudar Lula no segundo turno. Um outro “destaque”” do bolsonarismo é o deputado chamado Lucas Pavanato e a deputada Eduarda Campopiano que juntos protagonizaram cenas no segundo turno que mais ajudaram que prejudicaram Lula. Era a turma que na campanha tratou de tentar humilhar adversários do que apresentar propostas.

Quem aderiu a esse discurso extremista e promoveu a galera do antipovo e fingindo ser antissistema atropelou a direta dita liberal que agora pode ter uma oportunidade para se recompor.

E por vários motivos. Primeiro pela patacoada de Flávio Bolsonaro de fugir, se esconder nos Estados Unidos e se autodeclarar presidente do Brasil e dizer que as eleições foram roubadas.

Segundo porque o extremismo, mesmo tendo 131 parlamentares se isolou no segundo turno ao achar que já tinha vencido as eleições e colocou um pregador no nariz para falar com lideranças experimentadas da direita como Hugo Motta e Alcolumbre. O bolsonarismo se tivesse vencido em 25 de outubro teria atropelado o centrão na direção da mesa diretora do Senado e da Câmara dos Deputados, e avisou isso no segundo turno com declarações de que iriam mudar tudo, mandar em tudo, e colocar os outros no seu lugar.

O resultado é que o centrão preferiu uma posição mais de centro no momento atual. Acertou um acordo com partidos mais progressistas e da base aliada de Lula para conduzir as mesas diretores da Câmara e Senado. E deve aprovar algumas pautas do presidente reeleito.

Se o centro e a direita souberem fazer poderão avançar em suas pautas e trabalhar nomes para 2030, e até para 2028 nas eleições municipais. E deixar o bolsonarismo restrito a seus próprios palanques.

Vamos ver se a direita aproveita a oportunidade ou se será atropelada de novo pelo bolsonarismo.