13 de julho de 2026
Bebê acolhido em ambiente de cuidado na rede de proteção infantil

Imagem: Fabiane de Paula

Capital tem 41 bebês com menos de um ano em acolhimento; alta pressiona abrigos, hospitais e processos de convivência familiar.

Fortaleza chegou a julho com 41 bebês de menos de um ano em acolhimento institucional, aumento de 52% em comparação com os 27 registrados em janeiro. Outros 20 acolhidos ainda não completaram dois anos. O levantamento do Sistema Nacional de Adoção, do Conselho Nacional de Justiça, chama atenção para a primeira infância como o grupo mais numeroso entre as crianças encaminhadas a abrigos.

O acolhimento é uma medida de proteção provisória e não significa que a criança esteja automaticamente disponível para adoção. Antes dessa etapa, a legislação exige análise individual, tentativa de reintegração à família de origem ou extensa e respeito ao contraditório. O desafio é evitar que a tramitação se prolongue sem solução, fazendo com que crianças ingressem ainda bebês e cresçam institucionalizadas.

A pressão já alcança a rede de saúde. Em maio, 15 recém-nascidos clinicamente estáveis permaneciam em hospitais públicos por falta de vagas em unidades de acolhimento, ocupando leitos que poderiam receber pacientes. A Prefeitura informa manter 162 crianças e adolescentes em sete equipamentos municipais; o Estado administra oito unidades voltadas sobretudo ao interior. O dado reforça a necessidade de decisões mais céleres, acompanhamento permanente dos processos e proteção do direito à convivência familiar, sem confundir vulnerabilidade econômica com motivo para adoção.

Com informações do Diário do Nordeste

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