13 de julho de 2026
Fumaça e chamas avançam sobre vegetação durante incêndio florestal

Imagem: Alex Pimentel/SVM

Monitoramento prevê temperaturas acima da média e menos chuva no Nordeste, com riscos para água, agricultura familiar e incêndios.

O Brasil monitora a evolução de um El Niño classificado como muito forte, com possibilidade de permanecer ativo até o começo de 2027. O fenômeno é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e altera a circulação atmosférica, afetando temperaturas e distribuição de chuvas em diferentes regiões.

Para o Nordeste, a projeção do terceiro trimestre aponta precipitações abaixo da média e temperaturas mais altas. O cenário pode reduzir a umidade do solo e a disponibilidade de água, pressionar pastagens e cultivos em desenvolvimento e ampliar o risco de ondas de calor e incêndios florestais. A colheita de feijão de terceira safra em áreas mais avançadas pode ser favorecida pelo tempo seco, mas a agricultura familiar tende a ficar mais exposta onde a produção depende de chuva.

O acompanhamento reúne Inmet, Inpe, Agência Nacional de Águas, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil e Defesa Civil. A orientação aos governos estaduais e municipais é revisar planos de contingência, integrar áreas de recursos hídricos, saúde, assistência social e meio ambiente e fortalecer alertas. Para a população, a recomendação é acompanhar apenas avisos oficiais, manter cadastro atualizado para receber mensagens da Defesa Civil e redobrar cuidados com hidratação, exposição ao calor e uso do fogo em vegetação.

Com informações do Diário do Nordeste

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