
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil-CE) deve perder o mandato na Câmara dos Deputados após o diploma do suplente Heitor Freire (União) ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão, confirmada nesta quinta-feira, 21, foi tomada por arrecadação e gastos ilícitos do Fundo Eleitoral nas eleições de 2022.
A definição só ocorrerá quando houver publicação de acórdão do TSE e confirmação pela Justiça Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
Posicionamentos
Nas redes sociais, a deputada publicou um vídeo se pronunciando sobre o caso. Ela classificou a atitude como “violência política de gênero” e alegou que “todo o sistema se uniu” para prejudicar o companheiro, pois segundo ela, “ele é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado”.
Dayany afirmou ter ficado triste e abalada, especialmente por pessoas afetadas direta e indiretamente pela atitude: “Dói muito, pois não fui acusada de nada, não cometi nenhum erro, não estou inelegível e porque fiz um mandato limpo, produtivo e dedicado ao Ceará”.
“Isso só ocorre porque o Wagner é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado. Ele está lutando contra os poderosos. Eu quero dizer para vocês que eu vou enxugar as lágrimas, levantar a cabeça e junto com vocês, vamos derrumar esse sistema covarde.”
Apesar disso, nomes ligados ao grupo da deputada, como Capitão Wagner e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), já se manifestaram em apoio a parlamentar e lamentando a iminente perda de mandato. Ambos atribuíram a decisão a questões políticas.
“Tomaram o mandato da Dayany. É isso mesmo, hoje a Justiça Eleitoral resolveu tirar a deputada Dayany Bittencourt do mandato. Como tem poderosos preocupados com o crescimento da candidatura do Ciro Gomes, do nosso nome para o Senado. Todo o sistema se uniu para solicitar, três anos e meio depois da eleição, uma recontagem de votos”.
fonte: jornal O Povo