
O Partido dos Trabalhadores iniciou, na última sexta-feira, o 8º Congresso Nacional, encontro que reúne lideranças da sigla para definir prioridades políticas e eleitorais para a disputa presidencial de outubro. O evento ocorre em meio à discussão sobre alianças, defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estratégias para enfrentar o avanço da oposição nas pesquisas.
Lula não participou da abertura por ter passado por procedimentos médicos, mas enviou uma mensagem em vídeo aos participantes. A expectativa é de presença presencial do presidente no encerramento, previsto para amanhã.
O congresso reúne ministros, governadores, prefeitos, parlamentares e dirigentes partidários. Um dos eixos centrais das discussões é a formação de alianças, inclusive com partidos de centro e centro-direita, como parte da estratégia para ampliar sustentação política na corrida eleitoral.
No documento-base do encontro, o partido trata a eleição como uma disputa entre projetos antagônicos e associa o pleito à defesa da democracia. A proposta também enfatiza o combate à desinformação digital, apontado como um dos desafios da campanha.
Além da agenda eleitoral, o partido debate pautas programáticas. Entre elas, a defesa do fim da escala 6×1, apresentada como medida voltada à proteção dos trabalhadores, e propostas para segurança pública, incluindo a criação de um Ministério da Segurança Pública e de um sistema integrado entre União, estados e municípios.
A regulação do mercado de apostas também entrou na pauta. O partido discute maior fiscalização sobre plataformas consideradas predatórias, além de defender restrições a determinados modelos de apostas e tributação mais elevada para o setor. O tema é visto por setores da legenda como uma pauta com potencial de diálogo com parlamentares evangélicos.
Durante a abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou do ato e fez defesa do governo, em discurso com críticas ao bolsonarismo. O presidente do PT, Edinho Silva, reforçou a necessidade de preservar o legado político de Lula.
O encontro também abriu espaço para debates sobre soberania nacional e política internacional. Lideranças históricas da legenda fizeram críticas ao governo dos Estados Unidos e defenderam maior autonomia do Brasil em temas geopolíticos.
As resoluções aprovadas no congresso devem servir de base para o posicionamento do partido na campanha e para a construção do programa de governo que será apresentado nas eleições.