3 de junho de 2026
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A Justiça do Ceará passou a contar, a partir desta quinta-feira (26), com uma estrutura dedicada exclusivamente ao julgamento de questões ambientais. Instalada durante cerimônia realizada pela manhã no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, a nova Vara Estadual do Meio Ambiente (Vema) concentra processos que antes estavam espalhados por diferentes unidades judiciais.

Com a mudança, casos envolvendo desmatamento, poluição, licenciamentos irregulares e outros conflitos ambientais deixam de ser tratados como demandas secundárias e passam a ter tramitação especializada. A iniciativa surge após diagnóstico do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que identificou que a dispersão dos processos comprometia a agilidade das decisões.

A nova vara já inicia os trabalhos com um volume significativo: cerca de 2.229 processos foram reunidos na unidade, incluindo ações de baixa e alta complexidade. Parte desse acervo — aproximadamente 40% — já está organizada por temas específicos, o que deve facilitar a condução dos casos.

Com atuação em todo o território estadual, a Vema será responsável por analisar uma ampla gama de questões, como danos ambientais, mudanças climáticas, uso de recursos hídricos, mineração, preservação de áreas protegidas, além de temas relacionados à fauna, flora e patrimônio cultural.

A criação da unidade também acompanha uma orientação nacional. Desde 2024, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público recomendam prioridade na tramitação de investigações e ações voltadas a infrações ambientais, reforçando a necessidade de respostas mais rápidas e efetivas.

À frente da vara, a juíza Solange Menezes Holanda destacou que o trabalho vai além da esfera jurídica, envolvendo também a proteção dos recursos naturais e o enfrentamento de retrocessos ambientais. A equipe conta ainda com o juiz Rômulo Veras Holanda, além de servidores e assessores que atuam na organização e análise dos processos.

A expectativa é de que a centralização e a especialização tragam mais eficiência ao Judiciário em um cenário de crescente pressão sobre o meio ambiente no estado.

Fonte: Ceará Agora