3 de junho de 2026
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Foto: Opinião CE

 

Os bastidores da política cearense, episódios marcantes de sua trajetória pública e reflexões sobre o papel da comunicação foram temas centrais da participação do ex-governador Lúcio Alcântara no programa Roberto Moreira Entrevista, do Opinião CE.

Durante a conversa, Lúcio revisitou a disputa eleitoral de 2006, quando tentou a reeleição ao Governo do Estado, mas acabou enfrentando o rompimento de alianças estratégicas às vésperas do pleito. Segundo ele, a retirada de apoio de lideranças que até então integravam sua base política foi determinante para o desfecho da eleição.

Sem esconder a decepção com o episódio, o ex-governador classificou o momento como uma das maiores frustrações de sua vida pública. Ao comentar o que considera ter sido uma traição política, citou o escritor Pedro Nava, autor da obra Baú de Ossos: “Eu não tenho ódio, mas tenho memória”.

Mesmo diante da perda do apoio de antigos aliados, Lúcio Alcântara decidiu manter sua candidatura à reeleição em 2006. Segundo ele, a permanência na disputa ocorreu por incentivo de lideranças políticas e parlamentares que defendiam a continuidade do projeto.

No pleito, o então candidato Cid Gomes venceu ainda no primeiro turno, com 62,38% dos votos válidos. Lúcio terminou em segundo lugar, obtendo 33,87%.

No ano seguinte, o ex-governador rompeu sua trajetória histórica com o Partido da Social Democracia Brasileira e se filiou ao Partido da República. Ao relembrar o episódio, classificou o momento como um dos mais dolorosos de sua vida pessoal e política. “Depois da morte do meu pai e da minha mãe, foi o maior sofrimento que tive. Eu os tinha como amigos”, afirmou.

A declaração reforça o tom reflexivo adotado por Lúcio ao analisar os acontecimentos que marcaram o cenário político do Ceará naquele período. Para ele, a política é feita de alianças, mas também de rupturas que deixam marcas duradouras na história e na trajetória pessoal de seus protagonistas.