
oto: Sercom Arqfor/Laércio Peixoto Da esquerda para direita: Dra. Paula Emília Brasil, Dom Gregório Paixão, OSB, Dra. Giovana Araújo e Patrícia Amorim
A Arquidiocese de Fortaleza, em articulação com o CNBB Regional Nordeste 1, realizou nesta última quinta-feira, 19, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026. O evento aconteceu na Sala 8 do Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja, no Centro da Capital, reunindo representantes da Igreja e de instituições ligadas à área social e jurídica.
Neste ano, a campanha traz como tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), convidando a sociedade a refletir sobre o direito à habitação digna e os desafios enfrentados por milhares de famílias brasileiras.
Participam da coletiva o arcebispo metropolitano de Fortaleza, Dom Gregório Paixão; a secretária regional da Cáritas Brasileira no Ceará, Patrícia Amorim Teixeira; a promotora de Justiça Giovana de Melo Araújo; e a juíza federal Paula Emília Aragão. O debate deve abordar não apenas o aspecto espiritual da campanha, mas também os impactos sociais, jurídicos e estruturais do déficit habitacional no País.
A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e propõe, durante o período da Quaresma, uma reflexão sobre questões urgentes da realidade brasileira à luz do Evangelho. Em 2026, o foco na moradia busca estimular políticas públicas mais eficazes, fortalecer ações solidárias e ampliar o diálogo entre Igreja, poder público e sociedade civil.
Ao abordar o tema da moradia, a Campanha da Fraternidade 2026 toca em um dos direitos fundamentais previstos na Constituição: o acesso à habitação digna. Em um cenário marcado por desigualdade social, crescimento desordenado das cidades e vulnerabilidade habitacional, a iniciativa reforça a necessidade de compromisso coletivo com justiça social, inclusão e dignidade humana.
Mais do que uma mobilização religiosa, a campanha se consolida como espaço de conscientização e transformação social, incentivando comunidades, gestores públicos e cidadãos a assumirem corresponsabilidade na construção de cidades mais justas e solidárias.