12 de junho de 2026
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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A implantação da nova Zona Azul em Juazeiro do Norte continua gerando debates entre comerciantes, população e vereadores. Enquanto entidades como CDL e Sindilojas defendem o sistema por promover maior rotatividade de vagas e beneficiar o comércio, parte da população e parlamentares criticam a cobrança pelo uso de vagas públicas, a fiscalização e o impacto financeiro para os motoristas.  Vereadores como Capitão Vieira, Lukão e Boaz de Bolsonaro manifestaram oposição ao modelo adotado, apontando reclamações sobre notificações, multas e custos para os usuários.

Vereadores questionam funcionamento da Zona Azul e cobram esclarecimentos

A implantação do novo sistema de Zona Azul em Juazeiro do Norte, iniciada em 1º de junho de 2026, continua gerando debates na cidade. Enquanto setores do comércio defendem a medida como ferramenta para aumentar a rotatividade das vagas e facilitar o acesso de consumidores ao Centro e outros espaços comerciais como no entorno do Cariri Shopping no bairro Triângulo,  parte da população e alguns vereadores apontam problemas relacionados à fiscalização, às cobranças e ao impacto financeiro para os motoristas.

Antes da implantação, o tema foi discutido na Câmara Municipal. Durante sessão realizada com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindilojas que defenderam o retorno da Zona Azul, argumentando que o sistema contribui para a organização do trânsito, amplia a oferta de vagas e fortalece a atividade comercial nas áreas de maior movimentação da cidade.

A verdade é que se bem feito o sistema pode funcionar como em algumas cidades brasileiras. O Zona Azul ajuda a rotatividade organizando melhor o trânsito e garante a rotatividade de veículos em áreas de grande movimento, como centros comerciais e polos empresariais, evitando que motoristas ocupem a mesma vaga o dia todo.

Os vereadores vêm demonstrado preocupação com a forma de funcionamento do sistema.

O vereador Capitão Vieira afirmou que seu gabinete recebeu diversas reclamações de cidadãos sobre notificações e multas aplicadas nos primeiros dias de operação, defendendo uma avaliação mais aprofundada dos impactos da medida.

O vereador Lukão, por exemplo, foi às ruas e fez duras  criticas ao projeto do prefeito Gledson Bezerra (Podemos) afirmando que o zona azul não tem  utilidade prática e apenas servirá para onerar o orçamento dos juazeirenses e injetar dinheiro na prefeitura.

O vereador Boaz de Bolsonaro (PL) falando com o jornal Leia Sempre Brasil disse ser contra a implantação do Zona Azul em Juazeiro do Norte. Segundo o parlamentar a consulta que  fez com setores da sociedade a ampla maioria é contrária ao sistema. Disse ainda que o ideal seria o Zona Azul se quer garantir rotatividade ser implantado de forma gratuita.

O vereador Lukão disse que o que está acontecendo em Juazeiro do Norte é um verdadeiro roubo da população. Ele solicitou à presidência da Mesa Diretora a convocação do secretário de Segurança de Juazeiro do Norte e o responsável pela empresa Mobbit que  gerencia o sistema.

Nas ruas, a resistência popular ainda é significativa. Muitos motoristas questionam a necessidade da cobrança pelo uso de vagas públicas e cobram mais transparência sobre a destinação dos recursos arrecadados. Também há críticas relacionadas ao modelo digital adotado para aquisição dos créditos e ao risco de penalizações para quem não está familiarizado com a tecnologia.

Um dos pontos da reclamação é no caso de um determinado  motorista não registrar o uso da vaga, o sistema gera uma notificação que permite a regularização mediante pagamento de uma tarifa de pós-utilização no valor de R$ 20, dentro do prazo de cinco dias úteis. Após esse período, a infração pode ser convertida em multa de trânsito por estacionamento irregular.

Diante da repercussão, a própria Câmara Municipal já aprovou medidas para limitar a aplicação do sistema em áreas sensíveis, como o entorno de hospitais e escolas, buscando reduzir os impactos sobre pacientes, estudantes e familiares. O projeto ainda não foi sancionado pela gestão municipal.

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