30 de abril de 2026
Senado rejeita Jorge Messias para vaga no STF após aprovação na CCJ e impõe derrota ao governo Lula

Legenda: A queda de jorge Messias teria sido orquestrada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado).

O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), impondo uma derrota histórica ao Palácio do Planalto.

Em votação secreta, 42 senadores foram contra a aprovação de Messias para o STF. Do outro lado, 34 foram a favor do indicado por Lula. No entanto, eram necessários 41 senadores favoráveis para Messias assumir a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, que adiantou a aposentadoria em outubro do ano passado.

Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, após cerca de oito horas de sabatina.

A queda de Messias teria sido orquestrada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que fazia campanha para o aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) assumir o STF. Alcolumbre pressionou a rejeição do advogado-geral da União, fortalecendo o embate entre o Senado e Lula.

Crise entre Executivo e Legislativo

A oposição declarada a Jorge Messias contou com cerca de 30 senadores, especialmente do PL, Novo, Republicanos e PP. A bancada evangélica da direita já havia expressado rejeição ao advogado por apontar uma aproximação maior dele ao PT do que ao conservadorismo.

Antes de Messias, os placares mais apertados nas votações de indicados para o STF haviam sido os de André Mendonça (governo Jair Bolsonaro) e Flávio Dino (governo Lula 3), que tiveram 47 votos favoráveis.

A decisão expõe a crise entre Executivo e Legislativo, sendo a primeira vez em que o Senado não concordou com a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894.

Como foi a sabatina?

Na sabatina desta quarta-feira (29), que durou cerca de oito horasMessias precisou responder a diversos questionamentos. As perguntas envolveram temas políticos, sociais e econômicos.

Em sua fala, Jorge Messias chegou a declarar ser “totalmente contra o aborto”, afirmando que, de sua parte, “não haverá qualquer tipo de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar Vossas Excelências tranquilos quanto a isso”.

advogado ainda abordou religião, estado laico e liberdade de expressão, segundo a Agência Senado. Ele também reafirmou seu compromisso com a Constituição, defendendo a independência e a harmonia entre os Poderes.

Com informações do Diário do Nordeste

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