
Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino e Ricardo Stuckert/PR - Arquivo
O governo Lula vai enviar o PL de urgência para o fim da escala 6×1 ao Congresso ainda esta semana. Antes, vai conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). No meio das costuras, paira uma “briga” pelo protagonismo da pauta.
Por um lado, a gestão petista quer se manter no controle da pauta, buscando garantir uma adesão populista e garantindo a palavra final na sanção do texto. Por outro, Motta quer garantir um trâmite mais “seguro” em aceno ao empresariado.
Uma reunião, no entanto, prevista para acontecer ainda nesta terça-feira (14) entre os dois vai pôr os ‘pingos nos is’, segundo aliados do petista ouvidos pela coluna R7 Planalto.
De maneira simbólica, o presidente da República tinha o desejo de garantir que a pauta em benefício dos trabalhadores entrasse em vigor em 1º de maio, Dia do Trabalhador.
Auxiliares de Lula intensificaram, nos últimos dias, a retomada do protagonismo da pauta e fizeram uma ação para levantar o movimento da militância petista em torno dessa proposta. O governo enxergou, no fim da escala 6×1, uma chance de acenar aos trabalhadores.
Na semana passada, o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL), saiu em defesa do envio de um texto pelo governo, com as digitais de Lula, para garantir voz à militância.
Aliás, Boulos ampliou sua influência no Planalto, participando de reuniões semanais do conselho de campanha do petista e, entre as suas atribuições, está a defesa do governo junto a movimentos sociais.
Com informações do R7