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A tradicional Marcha da Classe Trabalhadora será realizada no próximo dia 15 de abril, em Brasília, reunindo milhares de trabalhadores de diversas regiões do país. Organizado por centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores, a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores, o ato tem como principal objetivo pressionar o governo federal e o Congresso Nacional por avanços nas pautas trabalhistas e sociais.
A mobilização ocorre em um momento estratégico, em meio às discussões sobre política econômica, geração de empregos e valorização do salário mínimo. Entre as principais reivindicações estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a valorização dos aposentados, a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores de baixa renda e a ampliação de direitos para trabalhadores informais e de aplicativos.
Segundo os organizadores, a marcha também busca fortalecer o diálogo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo políticas públicas que promovam crescimento econômico com distribuição de renda. Representantes sindicais afirmam que o ato é uma forma de dar visibilidade às demandas da classe trabalhadora e reforçar a importância da participação popular nas decisões políticas do país.
A concentração está prevista para ocorrer na Esplanada dos Ministérios, com caminhada em direção ao Congresso Nacional. A expectativa é de que caravanas de diversos estados participem do evento, incluindo delegações do Nordeste, Sudeste e Sul.
Nos últimos anos, a Marcha da Classe Trabalhadora tem se consolidado como um dos principais atos do calendário sindical brasileiro, reunindo diferentes categorias profissionais em torno de uma pauta comum. Para este ano, a expectativa dos organizadores é de grande adesão, impulsionada pelo cenário econômico e pelas recentes discussões sobre direitos trabalhistas no país.
PROGRAMAÇÃO
A Marcha da Classe Trabalhadora marcada para o dia 15 de abril, em Brasília, terá uma programação estruturada ao longo de todo o dia e deve reunir milhares de trabalhadores em uma mobilização nacional com forte caráter político e social. De acordo com as entidades organizadoras, a agenda começa logo pela manhã:
8h – Concentração no estacionamento do Teatro Nacional, na área central da capital federal
9h – Realização da Plenária (ou Conferência) da Classe Trabalhadora, com participação de lideranças sindicais, movimentos sociais e delegações de vários estados
10h30 – Início da marcha em direção à Esplanada dos Ministérios e ao Congresso Nacional
Durante a tarde, está prevista a entrega oficial da pauta de reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de interlocução com parlamentares e representantes dos Três Poderes
PRINCIPAIS PAUTAS
A marcha levará uma pauta unificada construída em nível nacional, com reivindicações que combinam demandas históricas e temas atuais do mundo do trabalho. Entre os principais pontos estão:
Redução da jornada de trabalho sem redução salarial
Fim da escala 6×1, uma das bandeiras centrais do ato
Regulamentação do trabalho por aplicativos
Combate à precarização e à chamada “pejotização”
Fortalecimento das negociações coletivas
Valorização do salário mínimo e geração de empregos
Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda
Defesa dos serviços públicos e dos direitos dos servidores
Além das pautas econômicas, o movimento também incorpora temas sociais, como o combate ao feminicídio e a promoção de melhores condições de vida para a população trabalhadora