31 de agosto de 2026
Nadadoras brasileiras celebram medalhas no Parapan-Pacífico em Walnut

Imagem: Alessandra Cabral/Comitê Paralímpico Brasileiro

Delegação teve sete ouros, quatro pratas e cinco bronzes; Alessandra Oliveira quebrou recorde mundial, e Lídia Cruz estabeleceu marca continental.

O Brasil encerrou o Parapan-Pacífico de natação, em Walnut, nos Estados Unidos, com 16 medalhas e duas marcas de destaque: um recorde mundial de Alessandra Oliveira e um recorde das Américas de Lídia Cruz. A delegação reuniu 16 atletas e terminou os três dias de competição com sete ouros, quatro pratas e cinco bronzes.

Alessandra estabeleceu a nova marca mundial nos 100 metros peito ao completar a prova em 1min40s63. A nadadora paulista, da classe SB4, reduziu em mais de um segundo o recorde de 1min41s47 que ela própria havia alcançado em São Paulo, em dezembro de 2025. O resultado confirma uma evolução que já vinha aparecendo nas competições nacionais.

O torneio adotou o formato multiclasse. Atletas de diferentes classes competem na mesma série, e a posição final não depende apenas do tempo bruto. O Índice Técnico da Competição converte a marca de cada atleta em uma pontuação que considera sua classe funcional, visual ou intelectual, permitindo comparar desempenhos de perfis distintos.

Gabriel Bandeira foi o brasileiro com mais ouros na competição. Lídia Cruz também teve papel central ao quebrar o recorde das Américas e subir ao pódio. O conjunto de resultados mostra uma equipe com nomes experientes e atletas em processo de consolidação internacional, etapa importante no ciclo que leva aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.

A classificação esportiva é parte essencial da natação paralímpica. Ela organiza as disputas conforme o impacto da deficiência sobre o desempenho, evitando que atletas com limitações muito diferentes sejam comparados sem critérios. Nas provas multiclasse, o índice técnico acrescenta uma segunda camada para ordenar os resultados dentro da mesma série.

O desempenho brasileiro também reflete investimento em treinamento, competições nacionais, equipes multidisciplinares e acesso contínuo a instalações. Recordes individuais ganham significado coletivo quando ampliam a visibilidade do esporte, atraem novos praticantes e fortalecem a cobrança por políticas públicas de inclusão e alto rendimento.

O Parapan-Pacífico terminou no domingo (30), mas os dados das provas seguem úteis para ajustar preparação e calendário. A marca de Alessandra, a campanha de Lídia e a distribuição das medalhas entre a equipe oferecem parâmetros para os próximos eventos. O desafio agora é manter apoio aos atletas para que o resultado internacional se converta em continuidade esportiva e renovação da seleção.

Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro

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