23 de agosto de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Embora permanece em patamar alto, o número de feminicídios no Brasil apresentou queda de 3,2% no período de janeiro a julho deste ano em relação a igual período do ano passado. O número total de vítimas, que foi de 876 nos primeiros sete meses de 2025, ficou em 848 agora.

Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e integram o sistema de monitoramento feito pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e das Mulheres.

Segundo as informações divulgadas, a média móvel de feminicídios teve, ainda, queda de 15,5% na comparação com março. Até aquele mês, a média foi de 141 vítimas, ante 119 em julho.

“Chegamos a julho com uma redução nos feminicídios e com uma trajetória de queda da média móvel nos últimos meses. São 28 mulheres que deixaram de entrar nessa estatística em comparação com o mesmo período do ano passado. É um resultado importante, mas ainda muito distante do que queremos. Não existe número aceitável de feminicídios”, declarou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

Por isso, ressaltou, “precisamos continuar ampliando a prevenção, a proteção às mulheres e a responsabilização dos agressores, com União, estados e municípios trabalhando de forma integrada”.

Na divisão por estado, o MJSP informou que 14 unidades da Federação apresentaram redução no número de vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Duas permaneceram estáveis e 11 tiveram aumento.

Entre as maiores reduções percentuais estão Rondônia, com queda de 64,7%; Piauí, com 57,1%; Maranhão, com 42,4%; Acre e Roraima, ambos com 40%; e Distrito Federal, com 31,3%.
Em números absolutos, alguns dos resultados também se destacam. O Piauí passou de 28 para 12 vítimas; Minas Gerais, de 93 para 79; Pernambuco, de 57 para 45; e Maranhão, de 33 para 19.

Combate ao feminicídio

O acompanhamento dos dados e ajustes nas medidas fazem parte da atuação do governo federal no combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. O carro-chefe dessa atuação é o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que engloba os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

No âmbito do Governo Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Mulheres têm colocado em prática medidas de segurança pública, prevenção, proteção, produção e acompanhamento de dados e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Uma das iniciativas no campo da segurança é a Operação Mulher Segura que, de acordo com a pasta, já contabiliza, em 2026, mais de 34 mil prisões. As ações também somam mais de 150 mil atendimentos a vítimas e mais de 95 mil acompanhamentos de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). Esta fase segue em andamento. No caso da primeira fase, foram mais de 38,

 

Portal Vermelho

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