
Um grupo de sindicalistas de diferentes categorias, entidades e regiões do país divulgou um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento apresenta uma agenda voltada à valorização do trabalho, à ampliação de direitos e à defesa de políticas de desenvolvimento econômico e social.
Entre as principais reivindicações estão a valorização permanente dos salários e do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 sem redução salarial. O manifesto também defende o combate à precarização das relações trabalhistas, à informalidade, à pejotização e às terceirizações consideradas fraudulentas.
Outro ponto destacado é o fortalecimento dos sindicatos e da negociação coletiva. Os signatários defendem maior participação das entidades representativas dos trabalhadores nas discussões sobre as transformações do mercado de trabalho e sobre a distribuição dos ganhos de produtividade.
O documento também aborda os impactos das novas tecnologias. Os sindicalistas defendem que a inteligência artificial e os avanços tecnológicos sejam utilizados para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida, com mecanismos que permitam compartilhar os ganhos de produtividade com os trabalhadores.
Na área social, o manifesto propõe políticas de proteção aos jovens, idosos e aposentados, além do fortalecimento da Política Nacional de Cuidados. Também são defendidas medidas de combate ao feminicídio, ao racismo e a outras formas de discriminação.
Apoio baseado em propostas
Ao justificar o apoio a Lula, o manifesto afirma que o projeto do presidente coloca a valorização dos trabalhadores no centro da estratégia de desenvolvimento. Os sindicalistas citam propostas relacionadas à educação, formação profissional, inovação, produtividade e fortalecimento da indústria nacional.
O texto também destaca a defesa da chamada Nova Indústria Brasil e do desenvolvimento de tecnologias estratégicas, incluindo aquelas relacionadas às terras raras. Segundo os signatários, o objetivo é transformar recursos naturais e avanços tecnológicos em geração de empregos, melhores salários e distribuição de renda.
O manifesto ainda associa a candidatura de Lula à defesa da soberania nacional, da democracia, da justiça social e da sustentabilidade ambiental. Na avaliação apresentada pelos sindicalistas, uma transição ecológica e tecnológica deve ocorrer de forma a proteger trabalhadores e comunidades e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de emprego.
A manifestação encerra defendendo a continuidade de um projeto que, segundo seus signatários, combina crescimento econômico, valorização do trabalho, inclusão social e fortalecimento da democracia. O documento convoca trabalhadores de diferentes categorias a participarem da mobilização eleitoral em favor da reeleição de Lula.