
Bairro da Boa Vista, no Recife | Crédito: Wikimedia/Portal da Copa – Governo Federal
A disputa pelo governo de Pernambuco entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) segue acirrada: ambos estão numericamente empatados com 43% das intenções de voto. O pleito conta ainda com outro elemento polêmico: a candidatura de Ivan Moraes (Psol), que desagradou muito a equipe de Campos, receosa com a divisão do eleitorado progressista em um momento em que todo voto pode fazer a diferença.
Para ela, está em jogo o “enfrentamento de máquinas e dessa visão de gestão passado versus futuro”. “Não vai ser uma eleição fácil, mas Raquel Lyra tem uma vantagem competitiva importante pela base política que ela construiu na ponta. Isso é decisivo numa eleição para governador. E, além de tudo, ela também tem capacidade do voto de opinião, do voto argumentativo. Então ela construiu elementos de competitividade”, avalia ao BdF Entrevista.
Sobre a candidatura de Ivan Moraes, Lapa ressalta que o incômodo do PSB é “muito mais qualitativo do que quantitativo”. A cientista política destaca que o Psol tem sido uma voz dissidente à esquerda, criticando modelos de gestão municipal, como a concessão de parques públicos. “Ivan Moraes e o Psol como um todo têm se colocado de forma muito crítica a essa gestão, principalmente a alguns modelos que foram adotados”, destaca.
FONTE: Brasil de Fato