
Imagem: Reprodução/Brasil 247
O governo brasileiro descarta oferecer concessões sobre o Pix e o etanol nas tratativas comerciais com os Estados Unidos. A posição foi adotada após a representação comercial americana recomendar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, elevando a tensão às vésperas da entrada em vigor da medida.
Integrantes da equipe econômica consideram que o sistema de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública consolidada e não deve ser usado como moeda de troca. No caso do etanol, o Brasil relaciona a discussão às barreiras americanas impostas ao açúcar brasileiro e rejeita uma negociação isolada que beneficie apenas um setor.
A avaliação no Executivo é de que um acordo amplo se tornou pouco provável no curto prazo. Ainda assim, canais diplomáticos e técnicos permanecem abertos para reduzir danos e buscar previsibilidade para empresas exportadoras dos dois países.
Entre as respostas possíveis está o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite adotar medidas proporcionais a restrições comerciais externas. Qualquer reação, porém, depende de decisão formal e deve considerar os efeitos sobre preços, cadeias produtivas e relações bilaterais.
Com informações do Brasil 247