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O IPCA subiu 0,16% em junho, desacelerando diante da alta de 0,58% registrada em maio. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado e teve contribuição importante do grupo de alimentação, que apresentou queda de preços. Seis dos nove grupos pesquisados também desaceleraram, sinal de que o movimento foi mais amplo que um único item.
A leitura positiva, porém, não significa que a inflação esteja definitivamente controlada nem que a taxa básica de juros cairá de forma automática. A inflação acumulada em 12 meses ainda está acima do teto da meta, e o Banco Central observa persistência, expectativas futuras, serviços e equilíbrio das contas públicas antes de tomar decisão.
A avaliação apresentada é de que julho e agosto ainda podem trazer índices reduzidos. A continuidade da queda dos alimentos ajudaria julho, enquanto o bônus de Itaipu pode aliviar a conta de energia e aproximar o índice de agosto de zero. A partir de setembro, o quadro pode voltar a acelerar. Para famílias, isso significa algum respiro no curto prazo, mas sem garantia de queda uniforme no custo de vida. Para quem depende de crédito, a trajetória futura da inflação pesa mais que um único resultado mensal.
Com informações da CNN Brasil