
Historicamente, os movimentos sociais e sindicais do campo, lutam incansavelmente por acesso às políticas públicas voltadas para os territórios da Reforma Agrária Brasileira, dentre elas à educação gratuita e de qualidade para todos.
Ao longo de 28 anos de atuação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA, instituído em 1998, no âmbito do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), onde mantém uma articulação efetiva entre: a) Estado; b) universidades públicas; c) movimentos e organizações sociais; tem garantindo estrategicamente, acessibilidade aos assentados, assentadas, acampados e acampadas da Reforma Agrária, uma formação educacional de forma crítica e politicamente pautada no direito social.
Considerando a disponibilidade de uma vasta literatura descrevendo de forma assertiva sobre os impactos positivos do PRONERA, como sendo ferramenta norteadora que trabalha coletivamente os processos de alfabetização na Educação de Jovens e Adultos, cursos técnicos e a formação superior. Sabendo-se também que o PRONERA, vem expressar uma equação de reparação (deficitária) de políticas educacionais há muitas décadas inexistentes para os povos do campo. Com isso, o PRONERA vem (reparar) e proporcionar algo que: – “não se limita à ofertar vagas de cursos, mas, inserir em um debate mais amplo sobre territorialidade, desenvolvimento rural e o fortalecimento dos movimentos e das organizações sociais camponesas”.
Para a pesquisadora Ana Dinara, – “Essa pesquisa tem uma importância muito grande para o aprimoramento da educação nas áreas de Reforma Agrária; pois o pronera é fruto das lutas sociais por educação, e por isso, a formação dos nossos camponeses, assentados e acampados é muito importante”. Ela finaliza afirmando para o Jornal Leia Sempre Brasil que: – “o Pronera tem oferecido diversos cursos de graduação/bacharelado e também de pós-graduação – nesse sentido, estamos realizando essa grande e importante pesquisa com nossos egressos de cursos do pronera, a fim de sistematizar dados sobre o quanto avançamos até aqui e, projetar o quanto queremos avançar ainda mais; por isso, pedimos a todos e a todas que já tiveram alguma formação pelo pronera que contribua com a pesquisa respondendo o questionário”.
A III PNERA é uma pesquisa que irá mapear, diagnosticar de maneira detalhada por meio de entrevistas os aspectos situacionais da educação nas áreas dos assentamentos da Reforma Agrária, revelando carências estruturais, limitações na oferta nos níveis e modalidades de ensino e aprendizagem que contribuirá para:
👉🏾 averiguar como se encontra organicidade, a participação política, social e o acesso à educação entre os sujeitos da Reforma Agrária;
👉🏾 observar como se mostra a atuação profissional, a renda e a emancipação feminina e dos jovens nas transformações institucionais;
👉🏾 checar a relação do PRONERA na permanência na mobilidade territorial do egresso e da egressa na inserção produtiva e profissional;
👉🏾 Compreender os diferentes fenômenos por via dos dados estatísticos das análises qualitativas que possam expressar a relevância da política dos processos sociais desenvolvidos pelas unidades federativas e experiências nos território,
A III Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (III PNERA) começou — e se você fez algum curso do PRONERA entre 1998 e 2025 — é hora de você responder a pesquisa! Essa pesquisa quer ouvir quem passou pelo PRONERA e entender como essa formação mudou a sua vida.
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Com informações do(a) Jornal Leia Sempre Brasil – Edição 363