18 de maio de 2026
Quaest aponta que 52% dos brasileiros rejeitam redução de penas do 8 de Janeiro

Pesquisa também aponta que a maioria da população acredita que a proposta foi aprovada para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Outros 39% se disseram favoráveis à medida, enquanto 9% não souberam ou não responderam.

O levantamento foi realizado após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que altera critérios para cálculo das penas relacionadas aos crimes de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

A pesquisa também aponta que a maioria da população acredita que a proposta foi aprovada para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Quaest, 54% afirmam que o projeto busca reduzir a pena do ex-presidente, enquanto 34% entendem que a mudança beneficia todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% não souberam responder.

Os dados revelam forte divisão política sobre o tema. Entre os entrevistados que se declaram bolsonaristas, 73% apoiam a redução das penas. Já entre lulistas, 72% são contrários à medida. Entre os independentes, a rejeição também é majoritária: 58% são contra a flexibilização das punições.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A Lei da Dosimetria foi promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após deputados e senadores derrubarem o veto presidencial no fim de abril. A nova regra pode reduzir penas aplicadas a condenados pelos atos golpistas, incluindo aliados do ex-presidente Bolsonaro.

Apesar da promulgação, a aplicação da nova lei está suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), até análise definitiva da constitucionalidade da norma pelo plenário da Corte.

Com informações do JC

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