1 de maio de 2026
p.19 - Principal trabalho - PADRE CÍCERO - FILHO DO CARTO, PAI DE JUAZEIRO, de Maria José de Sales

 

Por Assislan de Paiva

Jornalista

 

O Centro de Artes e Esportes Unificados, CEU, festeja seis anos de instalação do curso de teatro no bairro Aeroporto, em Juazeiro do Norte. Composto por 25 alunos entre crianças e adolescentes, o curso vem se destacando pelos resultados e pelas parcerias obtidas entre outros órgãos de arte e cultura. Ao longo desses seis anos, cerca de trezentos estudantes puderam conhecer o universo mágico do teatro através desta capacitação que tem um período de seis meses de duração, subdivididos em dois eixos: técnicas e vivência, precisamente sendo as oficinas e as apresentações.

Para o coordenador do Núcleo, Einstein Oliveira, tudo é pensado para que este teatro tenha o dinamismo de ser um teatro de formação social, pautando valores e debatendo o ambiente social através dos textos produzidos, focando o aluno em uma reflexão crítica e o levando a debater as diversas situações do cotidiano, levando em consideração o desenvolvimento de cada um. “O projeto é notável e palpável. Há um estímulo no desenvolvimento; criança que não lia, que não tinha acesso, hoje tem esse lugar. Parcerias são formadas. Há uma interação entre órgãos como o CCBNB, SESC, órgãos públicos de diversas áreas. Há uma inclusão e nos surpreende o resultado final.”

Integrado à Secretaria de Assistência Social, o CEU também discute entre outros temas, o ECA e o AIPETI, fazendo esse próprio debate dentro do teatro para seguir com a mensagem ao público nos lugares por onde passa se apresentando, alcançando inclusive os CRAS, cujo público e demanda estão diretamente relacionados às questões contidas nos espetáculos. Outro texto que sugere boa aceitação, é o da dramaturga e escritora, Maria José de Sales, autora do espetáculo “Padre Cícero: Filho do Crato, Pai do Juazeiro”, que embala os jovens fazedores no circuito de trabalhos montados e apresentados.

Reconhecido pelo MINC como um dos mais atuantes do Brasil, o equipamento tem participado de editais que contemplam o custeio do curso, estando entre os vinte melhores, dos 301 existentes em todo o país e dos 207 que se inscreveram, ampliando os sonhos das alunas Maria Larissa, 14, que frequenta há cinco anos e de Ana Júlya, 15, com quatro anos de permanência, que explanam sua trajetória, respectivamente: “Aprendi a ler, escrever, tenho como uma terapia, um apoio, um projeto que me completa. É uma escola, um lugar de aprendizado.”, “um ambiente amplo, diversificado. O teatro é uma arte, é um lugar de acolhimento.”, finalizam.

Já para a professora da turma há seis meses, Indianara Maria, formada pela URCA, pós-graduada em produção cultural e em gestão escolar: “É através do teatro que a gente busca incentivar o cognitivo. A importância dessa convivência vai sempre além dessa ideia de ocupação. É um lugar de socialização, onde junta tudo e constrói a evolução de cada um; as possibilidades que cada um possa ter.”, conclui, otimista dos resultados. Hoje o curso recebe o nome de João Alves (in memoriam), por ter sido o fundador do projeto e ter dinamizado o circuito teatral no CEU.

 

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