
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto (Foto: Valter Campanato Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com centrais sindicais nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto. Durante o discurso, o chefe do Executivo criticou a “pejotização” do mercado de trabalho, em referência aos profissionais registrados como pessoa jurídica (PJ), e sugeriu uma articulação com o STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema.
“As centrais sindicais têm que marcar uma reunião com o ministro Gilmar [Mendes], da Suprema Corte, para dizer para ele que a pejotização não ajuda. Não apenas o trabalhador, mas não ajuda o país, não ajuda o fundo de garantia, não ajuda a previdência social, não ajuda a política de habitação e saneamento… Então, a quem interessa a pejotização?”, disse Lula.
No discurso, o presidente também fez uma referência indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao mencionar “a coisa que veio depois do Temer”.
“Em 2019, a coisa que veio depois do Temer extinguiu o ministério do Trabalho e da Previdência Social. No mesmo ano, promulgou a Reforma da Previdência, apresentada por Temer, retirando mais direitos dos trabalhadores”, criticou Lula. “Na prática, acabou com aposentadoria por tempo de contribuição.”
Durante a reunião, Lula assinou um projeto de lei de negociações coletivas no serviço público. Ao receber as reivindicações da classe trabalhadora, o presidente usou um boné vermelho com os dizeres “Pelo fim da escala 6×1”.
As propostas entregues ao presidente foram definidas pela plenária da Conclat (Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras), que aprovou as prioridades da classe para o período de 2026 a 2030. São 68 itens, entre eles a redução da jornada de trabalho sem corte de salários.
A reunião acontece um dia após o governo encaminhar ao Congresso Nacional o projeto de lei com medida de urgência que prevê o fim da escala 6×1. A mensagem da Presidência foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta terça-feira (14).
Com informações da CNN Brasil