
Deputado Júnior Mano (PSB) é pré-candidato ao Senado Federal e alvo de inquérito da PF (Crédito: FCO FONTENELE)
O deputado federal Júnior Mano (PSB), pré-candidato ao Senado pelo Ceará, negou qualquer temor relacionado às investigações da Polícia Federal (PF) que o colocaram no centro de um suposto esquema de fraude a licitações para financiar campanhas eleitorais em dezenas de municípios cearenses.
O parlamentar relatou que continua trabalhando “firme e forte” pela indicação da base governista para a disputa eleitoral em outubro. No fim de semana, Mano participou do ato de filiação do deputado federal Idilvan Alencar ao PSB. O evento contou com a participação de líderes políticos, incluindo o senador Cid Gomes (PSB), maior entusiasta da indicação de Mano para uma das vagas no Senado.
Questionado sobre se tem medo do desenrolar das investigações, Júnior negou. “Não. Todo político passa por isso, por investigação. E é o dever do Judiciário, de investigar, da população cobrar e denunciar e da gente se defender”, resumiu. O deputado afirmou estar “tranquilo, com a cabeça erguida, resiliente, e mostrando realmente que a gente não tem nenhuma culpa em relação a isso”, disse a jornalistas.
Sobre a continuidade da pré-candidatura ao Senado, Mano foi enfático ao confirmá-la. “Firme e forte. Continuamos firmes (…) estamos trabalhando para fortalecer o projeto. E quem sabe, em agosto, conversando com as lideranças maiores, com definições de governo, vice, chapa do Senado, meu nome seja posto à mesa”, projetou.
O deputado classificou como uma “responsabilidade muito grande” dialogar e articular com Cid na tentativa de sucedê-lo no Senado. Parte da base governista, incluindo membros do próprio PSB, demonstram resistência à indicação de Mano. Alas do partido acreditam que com a projeção de uma eleição acirrada, Cid seria um nome mais seguro para garantir uma das vagas. O senador já disse e repetiu que não quer ser candidato.
Mano falou sobre o que tem feito para superar essa desconfiança de aliados. “Trabalhando e mostrando resultado. Quem conhece meu trabalho no Ceará, sabe que sou uma pessoa que entrega trabalho e resultados. Acredito que a liderança construída em torno do meu nome não ocorreu do dia para a noite, mas com muito trabalho”, defendeu.
Indagado pelo O POVO sobre se Cid não seria a opção mais viável em caso de um pleito acirrado, o deputado disse não ter medo das urnas e lembrou do próprio desempenho em eleições recentes. “Não tenho medo do voto. Quem tem medo do voto fica em casa. Fui deputado eleito com 67 mil votos (em 2018) e reeleito com 216 mil votos (em 2022)”, recordou.
Apesar disso, ele já admitiu a possibilidade de abrir mão da pré-candidatura para apoiar Cid, caso o senador decida concorrer. “Se (Cid) quiser ir para a reeleição, não vai quebrar uma palavra comigo. Estou junto com o senhor, para o que der e vier, onde for”, disse em evento em Nova Russas no começo de março.
Já Cid declarou, no sábado, que “não está nem pensando nisso” e que as definições devem ocorrer “no seu tempo”. O senador tem declarado que o foco, neste momento, é a formação de chapas de deputados estaduais e federais e que a intenção do PSB é garantir qualidade e não quantidade nas composições.
Com informações do O Povo