A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em texto assinado por Dom Joel Portella Amado alerta que a instituição prima pelo seu trabalho e que mantém encontros com vinícolas para fornecer o vinho apropriado para as paróquias. A Igreja orienta que as denúncias sejam apuradas, investigações sejam procedidas e a Igreja se abstenha se usar o vinho das vinícolas envolvidas nesse escândalo contra a dignidade humana.
Lembrando: cerca de 207 trabalhadores, entre 18 e 57 anos, foram encontrados vivendo em situação análoga à escravidão em Bento Gonçalves, município do Rio Grande do Sul (RS). Eles trabalhavam em uma colheita de uva na serra gaúcha e foram resgatados na noite da quarta-feira, 22. Os homens prestavam serviço às vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi e Salton, que teriam contratado uma empresa de serviços de apoio administrativo. As informações são da Folha de S. Paulo.
“VINHO CANÔNICO
Quem ama a Deus
ame também o seu irmão (1 Jo 4,21)
Brasília, 28 de fevereiro de 2023
A Igreja tem a responsabilidade de zelar pelo tipo de vinho utilizado nas celebrações das missas. A CNBB, por meio da Comissão Episcopal para a Liturgia, promoveu encontros com cerca de 15 vinícolas a respeito das características de tal vinho.
Qualquer tipo de trabalho em condições que ferem o respeito pela dignidade humana não pode ser aprovado. Todas as denúncias devem ser investigadas nos termos da lei.
No Brasil existem diversas vinícolas que oferecem vinho canônico. Desse modo, é recomendável que se busquem, para a celebração da missa, vinhos de proveniência sobre as quais não existam dúvidas a respeito dos critérios éticos na sua produção.
Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-Geral da CNBB”
