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A intolerância bate à porta na terra de Padre Cícero

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Foto: Reprodução

 A cidade de Juazeiro do Norte sempre foi conhecida por ser acolhedora.

Por seu uma cidade que recebe milhões de pessoas anualmente para suas festas religiosas, para celebrar negócios, vir conhecer nossas cidades do Cariri e por nosso virtuosismo na cultura e no turismo. E na gastronomia.

E por sermos um pessoal acolhedor.

Mas agora vivemos um retrocesso perigoso.

Pessoas que devem ter votado em Flávio Bolsonaro nas últimas eleições vêm combinando formar lista contra comerciantes, trabalhadores e profissionais liberais na Região do Cariri. Até médicos são citados.

Primeiro foi o empresário que disse que ia fechar suas lojas em Juazeiro do Norte por conta de a população em sua maioria ter votado em Lula.

Depois a médica preconceituosa que agrediu petistas, seus familiares, eleitores do Lula (que são milhões Brasil afora e a ampla maioria nem petista é) e deu uma aula de preconceito contra o povo nordestino. E de quebra, desmoralizou a Unileão.

Agora saiu uma matéria no site Miséria que mostra esse perigo que surge em Juazeiro do Norte. As famosas listas que surgiram durante o período nazista tentando ameaçar pessoas e negócios na terra do Padre Cícero.

Veja a matéria:

MORADORES DE CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO EM JUAZEIRO DO NORTE DEFENDEM BOICOTE A ELEITORES DE LULA: “NÃO COMPRO UMA AGULHA”

Moradores de um condomínio de alto padrão, localizado em Juazeiro do Norte, defenderam boicote a comerciantes e profissionais liberais que apoiaram a reeleição do presidente Lula (PT). O M1 teve acesso, nesta sexta-feira (30), a mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp dos moradores do Cidade Kariris, nas quais participantes sugerem deixar de consumir produtos e serviços de pessoas com posicionamento político divergente. Em uma das mensagens, uma moradora afirma que, a partir de agora, não pretende comprar produtos sem antes verificar a posição política de quem os comercializa. “A partir de hoje, não compro uma agulha se não tiver a certeza da origem do produto”, escreveu. A publicação recebeu reações com emojis de risadas e aplausos de outros integrantes.

Em outra conversa, uma participante questionou a posição política da proprietária de uma loja de bolos após uma publicação da empreendedora ser compartilhada no grupo. “Amiga, esse bolo é de que lado”, perguntou. A interlocutora respondeu, em tom de brincadeira, que o estabelecimento seria “kkkkkkkkk, de direita”.

A defesa do boicote também foi direcionada a profissionais liberais. “Médico de esquerda…. troquem. Cabeleireiro de esquerda, troco. E assim vai. Cada um no seu quadrado”, escreveu a primeira moradora. Outra participante endossou a proposta e afirmou que pessoas identificadas com a esquerda deveriam enfrentar consequências econômicas por suas posições políticas. “Só vai se for assim. Querem quebrar o país, pois vão começar a ter consequências!”, respondeu.

O M1 teve acesso a mensagens compartilhadas em um grupo de moradores do condomínio

O M1 não conseguiu localizar a administração do condomínio Cidade Kariris para comentar as mensagens compartilhadas no grupo de moradores.

O espaço segue aberto para manifestação.

Boicote a apoiadores de Lula

As manifestações ocorrem em meio à repercussão de declarações de aliados do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que também passaram a defender boicotes a empresários e artistas que votaram em Lula. Na última quinta (29), o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou apoio a esse tipo de iniciativa. O parlamentar afirma que os consumidores têm o direito de escolher onde gastar o próprio dinheiro. “Eles ficaram esse tempo todo dizendo: ‘Recua, fascista, recua’. E nós recuamos. Agora a gente não quer mais consumir ou fortalecer pessoas que não condizem com os nossos princípios”, disse Nikolas.

NOSSO COMENTÁRIO

 1 – Isso não é democracia é espalhar em redes sociais discurso de ódio.

2 – O ódio foi derrotado em 25 de outubro e a sociedade não pode permitir  esse tipo de expediente contra comerciantes, empresários, profissionais liberais e trabalhadores. Isso é absurdo e beira ao crime.

3- Hora da sociedade juazeirense e caririense se pronunciar e deixar claro ser contrário esse tipo de conduta pois somos uma terra plural. Acolhedora. Cristã e não cabe discurso de ódio.