“Padrão Einstein” de Flávio é o apagão dos hospitais no RJ, diz Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a promessa de Flávio Bolsonaro (PL) de transformar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) no mesmo padrão do Hospital Albert Einstein de um “desconhecimento absurdo” sobre saúde pública.
A instituição israelita, localizada no Morumbi, em São Paulo, é uma das mais respeitadas da América Latina e já possui convênio com o SUS.
“O padrão do Flávio Bolsonaro na saúde é o padrão do apagão dos hospitais federais do Rio de Janeiro”, diz Padilha, referindo-se à crise dessas seis unidades médicas, em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, pai do candidato da extrema direita.
Naquele ano, os hospitais de referência e de alta complexidade, no tratamento de câncer, cardiologia e transplantes, ficaram sem profissionais, centros cirúrgicos e andares inteiros foram paralisados.
A imprensa na época constatou 600 leitos fechados: “É como se um hospital inteiro tivesse parado de funcionar”.
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Padilha explicou que o Einstein faz 75 mil internações anuais que custam R$ 7 bilhões, orçamento maior do que todas as unidades do SUS das capitais brasileiras, com exceção de São Paulo, Rio e Brasília.
“A partir de Belo Horizonte (MG), todas as outras têm menos de R$ 7 bilhões por ano para cuidar absolutamente de tudo. Então alguém que fala que vai fazer o mesmo tipo de atendimento dos hospitais privados, a mesma hotelaria, e ao mesmo tempo fala que vai cortar R$ 250 bilhões, mostra que não conhece nada da saúde”, adverte o ministro.
Segundo Padilha, atualmente o Einstein, na gestão que faz do SUS em parceria com o Ministério da Saúde, interna mais gente do SUS do que no próprio hospital.Flávio
Mentira padrão Einstein
A promessa de Flávio no debate da Band é avaliada como mais uma mentira do candidato, que tenta ludibriar o eleitor com base no simples anúncio do médico oftalmologista e ex-presidente do Einstein Cláudio Lottenberg como seu ministro da Saúde.
Aiás, em 2019, durante o debate “O SUS no Século 21”, Lottenberg não se mostrou um defensor de mais recursos para o sistema. “O mantra de que está faltando dinheiro é, na minha interpretação, equivocado (…) Quanto mais, aliás, o privado crescer, quanto mais houver seguro-saúde, melhor é para o SUS. Por quê? Porque o privado cresce”, disse.
“Quem acredita num SUS com padrão Einstein precisa ser um idiota. Se Flávio Bolsonaro quer pescar nessas águas, superestima a capacidade dos brasileiros de serem enganados”, reage o jornalista Elio Gaspari.