
Imagem: Walterson Rosa/MS
A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026 terminou nesta terça-feira (1º) com mais de 8 milhões de doses aplicadas em crianças e adolescentes menores de 15 anos. O encerramento da mobilização não significa o fim da oferta. Todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação continuam disponíveis gratuitamente durante o ano nas unidades do Sistema Único de Saúde.
O objetivo da campanha foi revisar cadernetas e recuperar doses atrasadas. No Dia D, realizado em 8 de agosto, aproximadamente 1 milhão de aplicações foram registradas em todo o país. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 198 milhões de doses aos estados e municípios, que organizam horários, estoques e estratégias locais.
Pais e responsáveis podem procurar a unidade básica de saúde com a caderneta de vacinação e um documento de identificação da criança ou adolescente. A equipe verifica idade, histórico e intervalos necessários antes de indicar as doses. Quem perdeu a caderneta também deve buscar orientação: a ausência do papel não impede o atendimento nem autoriza repetir vacina sem avaliação profissional.
A vacinação de rotina protege individualmente e reduz a circulação de doenças na comunidade. Coberturas altas são especialmente importantes para pessoas que não podem receber determinados imunizantes por condição clínica. A recuperação de doses contra sarampo, poliomielite, meningites e outras infecções evita surtos, internações e mortes que podem ser prevenidas.
Neste ano, a vacina pneumocócica 20-valente passou a integrar o calendário para grupos definidos pelo SUS. A indicação depende da idade e de condições de saúde, por isso não deve ser generalizada sem avaliação da equipe. O ministério também destaca que o Brasil permanece sem transmissão endêmica do sarampo, situação que exige vigilância e manutenção de coberturas elevadas.
Municípios podem realizar busca ativa, vacinação em escolas e horários ampliados para alcançar famílias que enfrentam dificuldade de deslocamento ou incompatibilidade com o trabalho. Essas estratégias precisam respeitar consentimento, registro correto e comunicação clara. Culpar pais e responsáveis não resolve barreiras de acesso; ampliar informação e disponibilidade costuma produzir resultado mais duradouro.
No Ceará, a orientação prática é consultar a secretaria municipal ou a unidade de referência para confirmar horários e doses disponíveis. A campanha acabou, mas a oportunidade de atualizar a caderneta continua. A atualização também reduz faltas à escola e afastamentos do trabalho provocados por doenças evitáveis. Diante de contraindicação, reação anterior ou dúvida sobre intervalo, a decisão deve ser tomada com profissional de saúde, e não por mensagens sem fonte nas redes sociais.
Com informações do Ministério da Saúde