26 de agosto de 2026
Lula e Flávio Bolsonaro em montagem editorial sobre pesquisa presidencial

Imagem: Flickr Lula e Flickr Flávio Bolsonaro

Levantamento nacional registra Lula com 41% no primeiro turno e 46% a 45% contra Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto no cenário de primeiro turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada em 24 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. No eventual segundo turno entre os dois, Lula tem 46% e Flávio, 45%; como a margem de erro é de dois pontos percentuais, esse confronto é de empate técnico.

O levantamento ouviu 2.006 pessoas com 16 anos ou mais por telefone, entre 21 e 23 de agosto, nas 27 unidades da Federação. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09028/2026 e informa nível de confiança de 95%. Esses dados permitem acompanhar a pesquisa, mas não antecipam a votação de outubro.

Os recortes divulgados mostram uma vantagem mais ampla de Lula entre mulheres, que somam 52% para o presidente e 37% para Flávio Bolsonaro. No Nordeste, Lula registra 57%, contra 35% do senador. Entre famílias com renda de até um salário mínimo, os percentuais são 57% e 29%, respectivamente. São resultados de subgrupos, por isso devem ser lidos com a margem de erro específica de cada recorte.

A mesma pesquisa mostra que a disputa muda conforme território, renda, religião e faixa etária. No Sul, Flávio Bolsonaro tem 54% e Lula, 37%; no Norte e Centro-Oeste, são 53% e 38%. A diferença regional revela que a campanha de reeleição terá de combinar a força de Lula no Nordeste com a busca de diálogo em regiões onde o adversário aparece à frente.

Pesquisa eleitoral é uma fotografia feita em datas e condições definidas. Percentuais de primeiro turno e de segundo turno não respondem à mesma pergunta, e uma liderança numérica não dispensa atenção à margem de erro. No confronto direto, a distância de um ponto entre Lula e Flávio Bolsonaro está dentro do intervalo divulgado pelo instituto.

O dado favorável a Lula no primeiro turno e nos recortes de mulheres, Nordeste e baixa renda ajuda a explicar o peso da agenda social na campanha, mas não autoriza tratar a eleição como decidida. Debates, propaganda, alianças e a escolha de eleitores indecisos ainda podem alterar o cenário. A leitura responsável é que Lula preserva uma vantagem numérica no levantamento, enquanto o segundo turno permanece competitivo.

Com informações da TVT News

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