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O governador Elmano de Freitas entra na semana decisiva para completar a chapa que disputará a eleição no Ceará. Antes da convenção do PT, marcada para sexta-feira, 31, com presença prevista do presidente Lula, o petista pretende definir o nome da vice e a segunda candidatura ao Senado.
As conversas envolvem a deputada Luizianne Lins, do PT, o deputado Eunício Oliveira, do MDB, e dirigentes de PSD e Republicanos. A federação PSOL-Rede também participa da negociação. O número de interessados supera as duas vagas principais disponíveis, o que obriga o grupo a discutir suplências e outras formas de participação.
Elmano afirma que a decisão será coletiva e buscará a maior unidade possível. A primeira candidatura ao Senado já está encaminhada com Cid Gomes, do PSB, e Júnior Mano na suplência. A definição reduziu uma parte do impasse, mas aumentou a pressão sobre a vaga restante e sobre a composição partidária.
A presença de Lula na convenção transforma o prazo interno em um marco público da campanha. A base governista quer chegar ao evento com imagem de coesão, palanque amplo e responsabilidades distribuídas. Uma escolha sem acordo, por outro lado, pode produzir afastamentos justamente quando começa a fase mais visível da disputa.
Para o campo progressista, a composição envolve mais do que acomodar nomes. A chapa precisará expressar compromissos sobre redução das desigualdades, desenvolvimento regional, saúde, educação, trabalho e segurança pública. A unidade eleitoral tende a ser mais duradoura quando vem acompanhada de programa compreensível para a população.
As negociações continuam sujeitas às decisões formais dos partidos e ao registro perante a Justiça Eleitoral. Até a convenção, declarações de apoio e hipóteses de composição devem ser tratadas como articulações em curso. O resultado mostrará como Elmano pretende equilibrar representação partidária, força eleitoral e continuidade administrativa.
Luizianne representa um setor histórico do PT e amplia a presença feminina na discussão majoritária. Eunício oferece estrutura do MDB e experiência no Senado. PSD e Republicanos controlam redes municipais importantes. Cada escolha, portanto, altera o equilíbrio interno da aliança, a distribuição territorial da campanha e a relação futura com a Assembleia e o Congresso.
O Cariri acompanhará a composição porque a região é estratégica para Elmano e para seus adversários. Lideranças locais esperam participação na campanha e compromissos sobre saúde regional, universidades, infraestrutura, emprego e segurança. Uma chapa construída apenas em Fortaleza corre o risco de não responder às prioridades de municípios que serão decisivos na eleição estadual.
Com informações do jornal O POVO