
A Polícia Federal estruturou uma operação nacional para proteger candidatos à Presidência nas eleições de 2026. O planejamento pode atender simultaneamente até dez candidaturas e mobilizar até 458 servidores em equipes de proteção, inteligência e logística.
A segurança pode começar depois da homologação em convenção e da solicitação formal da campanha. A adesão não é obrigatória: candidaturas podem recusar o serviço e pedi-lo posteriormente.
Planos mudam conforme o risco
Cada candidatura terá planejamento próprio, atualizado a partir de ameaças, vulnerabilidades, locais de eventos, acessos e deslocamentos. Antes das agendas, equipes reconhecem os espaços e articulam medidas com forças estaduais e municipais.
A estrutura pode incluir veículos blindados, equipamentos antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits antibombas. A PF afirma que os mesmos critérios serão aplicados a todas as candidaturas, embora o efetivo varie conforme a avaliação de risco.
A operação recebeu previsão aproximada de R$ 95 milhões. Uma sala de comando em Brasília acompanhará as equipes em tempo real. Informações sensíveis, como itinerários e classificação individual de risco, permanecerão compartimentadas.
No caso de eventual candidatura do presidente da República, a proteção continuará em modelo conjunto entre o Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal. A corporação informa ter preparado mais de 600 profissionais desde 2025 para funções relacionadas à operação.
Com informações da Polícia Federal