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Apartida entre Egito e Irã, marcada para a meia-noite deste sábado (27), pelo horário de Brasília, ganhou um componente político fora de campo. As duas federações pediram à Fifa que limite símbolos e ações ligados à comunidade LGBTQIA+ no estádio em Seattle, cidade que vive nesta semana a programação do Seattle Pride Fest.
A informação foi revelada pelo The Athletic, site esportivo do jornal The New York Times. Segundo a publicação, o pedido foi apresentado pelas entidades sob o argumento de respeito à cultura muçulmana, já que Egito e Irã são países de maioria islâmica.
O jogo acontece pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 e coincide com uma das semanas mais importantes do calendário LGBTQIA+ da cidade. O Pride Fest reúne eventos voltados à celebração da diversidade sexual e de gênero.
A federação iraniana confirmou ao The Athletic que a Fifa foi informada sobre a posição comum dos dois países. A entidade declarou que espera da organização do Mundial medidas relacionadas ao ambiente da partida e à apresentação do estádio.
A resposta da Fifa foi em sentido oposto. Em nota enviada ao UOL, a entidade afirmou que a Copa de 2026 é um evento inclusivo e que torcedores de todas as origens, orientações sexuais e identidades de gênero são bem-vindos aos jogos e demais atividades do torneio.
A Fifa também informou que manifestações gerais de direitos humanos são permitidas nos estádios, incluindo bandeiras do arco-íris e outros símbolos ligados à orientação sexual e identidade de gênero, desde que respeitem o Código de Conduta da competição.
fonte: Revista Fórum