
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/
A cesta básica em Fortaleza, no mês de março, aparece como a mais cara entre as capitais do Norte-Nordeste, custando R$ 727,90. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O estudo mostra, inclusive, que houve um aumento da cesta básica em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. A principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). Em Fortaleza, o crescimento foi de 5,04%.
São Paulo com a cesta mais cara
Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).
Com o custo de R$ 727,90, Fortaleza aparece como 11ª capital do país com a composição de alimentos mais alta, superando, por exemplo, Palmas (R$ 717,45), Belém (R$ 700,68), Boa Vista (R$ 680,01), Manaus (R$ 675,56), Macapá (R$ 672,06), Teresina (R$ 668,78), Salvador (R$ 662,14) e Recife (R$ 654,62).
Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Itens
Na capital cearense, entre fevereiro e março de 2026, 9 dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: o tomate foi o maior deles, com 29,11%. Também se destacou o crescimento do feijão carioca, que foi de 15,13%.
Os outros produtos em alta são: farinha de mandioca (7,16%), banana (2,20%), carne bovina de primeira (1,90%), leite integral (1,40%), óleo de soja (1,23%), arroz agulhinha (0,42%) e café em pó (0,26%). Por outro lado, três itens apresentaram queda de preço: açúcar cristal (-0,78%), manteiga (-0,61%) e pão francês (-0,10%).
Com informações do Opinião CE