18 de março de 2026
Polícia Civil prende suspeitos de financiar Comando Vermelho no Ceará e enviar milhões ao Rio para armas e drogas

Dez mandados de prisão foram cumpridos contra membros do CV no Ceará / Crédito: Divulgação/PC-CE

Uma célula financeira da facção criminosa Comando Vermelho (CV), com atuação em Fortaleza e na Região Metropolitana (RMF), enviou, durante pelo menos um ano, milhões de reais para chefes do grupo no Rio de Janeiro. O objetivo seria a compra de armas de grosso calibre e de drogas.

Uma operação da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) deflagrada nesta terça-feira, 17, prendeu cinco suspeitos de movimentar os valores ilícitos no período.

Os nomes deles não foram divulgados, mas O POVO apurou que três deles são: Paulo Washington Gomes da Silva, de 31 anos; Jordão Vicente Costa dos Santos, de 24 anos; e Marcelino Verissimo de Sousa, de 43 anos.

As prisões foram efetuadas pela Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da PC-CE.

Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e bloqueadas 17 contas bancárias, ocasionando no congelamento de R$ 1 milhão dos investigados. Em Fortaleza, as ações foram realizadas nos bairros Jangurussu, Mondubim, Maraponga, Itaperi e Canindezinho; já na RMF, no município de São Gonçalo do Amarante.

A operação aconteceu após a conclusão de um relatório técnico do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB/LD), da PC-CE, que mapeou e seguiu o rastro do dinheiro, apontando o fluxo movimentado pelo CV na RMF.

Os alvos presos teriam enviado, por Pix, diversos valores, como R$ 50 mil e R$ 70 mil. Na dinâmica do crime, os valores eram enviados para um operador financeiro em comum dos alvos presos e, em seguida, transferidos para chefes do CV no Rio.

O delegado da Desarme, Marcio Chalita, afirmou que os alvos da operação não tinham ligação direta entre si. Segundo ele, todos possuíam relação apenas com esse operador financeiro, identificado desde a primeira fase da operação, em novembro de 2024.

No Rio de Janeiro, as lideranças da facção estariam em locais descentralizados do estado. O objetivo financeiro, segundo a investigação, era fortalecer a facção, aumentando o número de armas e a quantidade de entorpecentes.

Também foi considerado o retorno dos valores em material ilícito para a facção no Ceará. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, um revólver calibre .38, com quatro munições, além de uma quantidade não especificada de cocaína.

O bloqueio das contas bancárias e o rastreio de movimentações de recursos ilícitos também foram realizados com a finalidade de enfraquecer a estrutura econômica dos criminosos, conforme divulgado pela PC-CE.

Dois suspeitos já estavam presos

Durante as diligências, foram cumpridos dois mandados de prisão contra alvos que já estavam em unidades prisionais. Um, contra um suspeito de 25 anos, que possui antecedentes por tráfico ilícito de drogas, por homicídio doloso e por integrar organização criminosa.

O outro, um homem de 35 anos, que acumula passagens por uso de drogas, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes, além de envolvimento em quatro homicídios dolosos.

Os suspeitos que estavam em liberdade também apresentam diversos antecedentes criminais. Paulo Washington tem três registros por tráfico ilícito de drogas; Marcelino, duas passagens pelo mesmo crime; e Jordão Vicente apresenta antecedentes por tentativa de homicídio doloso e tráfico de drogas.

Com informações do O POVO

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