23 de abril de 2026
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EDITORIAL

Em defesa da Chapada do Araripe

É de conhecimento público há muitos anos que a Chapada do Araripe passa por um processo de degradação nas mais variadas formas.

Os movimentos sociais, e, em especial, o movimento ambientalista e especialistas na área alertam para essa degradação sem que autoridades tomem as providências necessárias para proteção dessa área.

Pelo contrário, muitas vezes vemos mesmo é a conivência do poder público com setores abastados da sociedade na promoção da degradação ambiental, uso irregular do solo, ocupação para produção desenfreada, levando a Chapada do Araripe a um nível alto de devastação.

O avanço descontrolado do desmatamento tem colocado a unidade em posição alarmante no cenário nacional. Em 2024, ela passou a ocupar o 3º lugar entre as Unidades de Conservação com maior área desmatada do Brasil, conforme dados do relatório anual do MapBiomas.

Apenas neste ano, foram suprimidos 5.965 hectares de vegetação, com o registro de 652 alertas de desmate. Em 2023, a área devastada já havia sido significativa — 4.636 hectares — quando a unidade apareceu na 5ª colocação do ranking nacional.

Portanto, a preocupação com o desmatamento da chapada é baseada em informações técnicas, não em discurso de militância ou interesses estranhos à nossa sociedade.

Faz certo a sociedade caririense em se mobilizar em defesa da Chapada do Araripe.