
Um ato em defesa da Chapada do Araripe será realizado neste sábado, 28, às 8h, na Praça Siqueira Campos, em Crato, reunindo ambientalistas, movimentos sociais e diversos setores da sociedade. A mobilização denuncia os impactos do agronegócio e destaca a importância da chapada como reguladora hídrica e refúgio de biodiversidade no semiárido, onde se encontram os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Os organizadores convocam a população a participar e fortalecer uma frente ampla pela preservação ambiental da região.
PÁGINA 2 POLÍTICA
CRATO
Ato na Praça Siqueira Campos mobiliza frente ampla em defesa da Chapada do Araripe
Moradores, ambientalistas, pesquisadores e representantes de movimentos sociais realizam, neste sábado, 28, a partir das 8h, um ato público em defesa da Chapada do Araripe. A mobilização ocorrerá na Praça Siqueira Campos no centro do Crato e pretende reunir diversos segmentos da sociedade em uma frente ampla pela preservação ambiental do território.
Localizada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí, a Chapada do Araripe é considerada estratégica para o equilíbrio ambiental do semiárido nordestino. A região abriga a Chapada do Araripe e a Floresta Nacional do Araripe, reconhecida como a primeira Floresta Nacional criada no Brasil.
Segundo os organizadores, a manifestação busca chamar atenção para o avanço do agronegócio e seus impactos sobre os recursos naturais da chapada. Eles defendem que o território é um “patrimônio de sobrevivência da humanidade” e alertam para riscos de degradação ambiental que podem comprometer nascentes, biodiversidade e comunidades que dependem diretamente das águas da região.
A Chapada do Araripe exerce papel fundamental como reguladora hídrica. Sua formação geológica funciona como uma grande esponja natural: absorve a água das chuvas e a libera gradualmente por meio de centenas de nascentes. Esse fenômeno cria áreas úmidas que contrastam com a aridez predominante da Caatinga.
A singularidade da chapada também está no encontro de três biomas — Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica — o que resulta em elevada biodiversidade e alto índice de espécies endêmicas. Um dos principais símbolos da região é o Soldadinho-do-Araripe, ave rara que só existe naquele território.
Especialistas destacam ainda que a preservação da chapada atua como barreira natural contra a desertificação e garante a manutenção dos ecossistemas e das populações humanas que dependem das fontes de água.
Os organizadores convocam a população a participar do ato levando faixas, cartazes, bandeiras, instrumentos musicais e outros materiais de manifestação. A orientação é que o evento tenha caráter plural e reúna pontos de cultura, associações comunitárias, ONGs, partidos políticos, parlamentares, gestores públicos, trabalhadores rurais, jornalistas e pesquisadores.
A mobilização também inclui a divulgação nas redes sociais e a articulação de diferentes setores em defesa da preservação ambiental da Chapada do Araripe.
O ato deste sábado pretende reforçar o debate público sobre desenvolvimento sustentável e conservação ambiental no Cariri, destacando a importância estratégica da chapada para o futuro da região e do semiárido brasileiro.
