
Foto: Wellington Lenon/MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou que, pela primeira vez em sua história, fará uma entrada sistemática e organizada na política eleitoral. Para as eleições de 2026, o movimento pretende lançar 18 candidaturas aos cargos de deputado federal e deputado estadual, marcando uma mudança estratégica na forma de atuação política da organização.
Historicamente reconhecido pela mobilização social, pela luta pela reforma agrária e pela pressão institucional sobre governos, o MST agora aposta na ocupação direta dos espaços de poder legislativo. Segundo dirigentes do movimento, a decisão reflete a avaliação de que as disputas no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas são decisivas para a formulação de políticas públicas relacionadas à terra, à agricultura familiar, ao meio ambiente e aos direitos sociais.
As candidaturas devem estar vinculadas a partidos do campo progressista e alinhadas a uma plataforma comum, com foco na soberania alimentar, no combate à fome, na defesa da democracia e no enfrentamento às desigualdades no campo e na cidade. O movimento afirma que a iniciativa não abandona a mobilização social, mas busca complementá-la com atuação institucional permanente.
A entrada do MST no processo eleitoral tende a intensificar o debate político em 2026, especialmente em um cenário de polarização e de disputas em torno do papel dos movimentos sociais na democracia brasileira.