7 de março de 2026
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Créditos: Lula Marques / Agência Brasil

Na segunda-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Ação Penal 2696, da trama golpista, Alexandre de Moraes, conversou com o comandante do Exército, Tomás Paiva, em uma reunião na qual estava presente também o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Segundo o jornalista e colunista de O Globo, Lauro Jardim, Paiva não chegou a entrar no mérito sobre qual regime prisional deveria ser determinado ao ex-presidente, se domiciliar ou fechado, após esgotados os recursos na Corte e sua condenação transitar em julgado, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Contudo, o comandante do Exército teria afirmado ao magistrado que enviar Bolsonaro para o presídio da Papuda talvez fosse excessivo para um ex-presidente. E sugeriu algumas possibilidades de instalações militares no país onde Bolsonaro poderia cumprir pena, caso Moraes decida que Bolsonaro deva ir para o regime fechado.

Ainda segundo Lauro Jardim, Moraes não disse nem que sim e nem que não ao oferecimento feito por Paiva.

Militares condenados da trama golpista

Na conversa, Tomás Paiva teria pedido ainda ao ministro Alexandre de Moraes que os integrantes da corporação condenados pela trama golpista fossem conduzidos por militares para o cumprimento de suas penas em regime fechado, e que não fossem algemados no momento da prisão.

As informações são do portal Uol foram confirmadas pela Folha de S. Paulo.  A eventual prisão do ex-comandante do Exército e ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e do general Augusto Heleno, ex-comandante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deve seguir protocolos semelhantes à detenção do general Walter Braga Netto, com separação de uma sala de Estado-Maior. O local mais provável seria o Comando Militar do Planalto, no centro de Brasília.

Contudo, caso os militares sejam cassados e percam seus postos e patentes pelo Superior Tribunal Militar (STM), serão considerados indignos do oficialato e perdem os benefícios típicos da carreira, incluindo o direito à prisão em unidade militar.

fonte: site DCM