
Foto: Secretaria de Cultura Fabiana Gomes Vieira, Secretário de Turismo Antônio Morais Brito, Secretaria de Educação Neyla Cyrce Brito, Marcos Leonel, Wilton Soares (Dedê), Prefeito André Barreto, Sandro Leonel, Giorgio Leonel, Angelica Leite Gestora da Unidade de Conservação do Caldeirão e George Borges Secretário de Meio Ambiente do Crato.
Por Marcos Leonel
Aconteceu no último dia 28 de outubro uma reunião no gabinete do prefeito do Crato, André Barreto, para firmação de parceria entre os idealizadores do “Seminário Caldeirão 90 Anos Depois” e o poder público municipal.
Na ocasião, o prefeito André Barreto conheceu a essência do seminário em celebração aos 90 anos do primeiro ataque ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. O projeto foi apresentado por Angélica Leite, gestora da Unidade de Conservação do Caldeirão, Sandro Leonel, Wilton Dedê, Giorgio Leonel, e Marcos Leonel, idealizadores do evento.
Também estiveram presentes no encontro, o secretário do Meio Ambiente Georges Borges; a secretária de Cultura Fabiana Gomes Vieira; a secretária de Educação Neyla Cyrce Brito; o secretário de Turismo Antônio Moraes Brito; e Paulo Ernesto Arrais.
Após a apresentação do projeto, o prefeito André Barreto confirmou a parceria do poder público, em uma fala que caracterizou o caráter progressista de sua gestão e o compromisso com os valores humanos, reconhecendo a importância dos aspectos históricos, pedagógicos, antropológicos, culturais e turísticos do “Seminário Caldeirão 90 anos Depois”.
Tendo como base os ideais de pertencimento, territorialidade, identitarismo, atavismo, espiritualidade, messianismo e coletividade, o “Seminário Caldeirão 90 Anos Depois” reúne acadêmicos, escritores, pesquisadores, remanescentes e o público em geral, para um grande debate sobre os desdobramentos do fenômeno Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, comunidade liderada pelo Beato José Lourenço e Severino Tavares, situada no sítio Caldeirão, em Crato.
A experiência comunitária do Sítio Caldeirão, como é mais conhecido, foi excepcionalmente exitosa, no que diz respeito à lida do homem com a terra, sendo exemplo para a convivência plena com o semiárido, além de ser um exemplo vivo das práticas sociais e religiosas para o bem comum.
É válido ressaltar que a práxis vivenciada no Caldeirão se aproxima, guardadas as devidas proporções, aos princípios filosóficos do pensador contemporâneo Emmanuel Levinas, em que ele afirma que é diante do outro que o sujeito se descobre responsável.
No entanto, e apesar de tudo isso, os aparelhos repressores do Estado, motivado pelos interesses políticos das oligarquias, da Igreja, e com o auxílio nefasto da imprensa hegemônica, viabilizaram um fim trágico, de violência e morte, para o Caldeirão. É sobre isso, e outras vertentes, que o “Seminário Caldeirão 80 Anos Depois” propõe o debate.