
Charlie Kirk, queridinho de Nikolas, defendia execuções públicas e apedrejamento de gays. Créditos: Câmara dos Deputados/ reprodução redes sociais
Desde que o militante de extrema direita Charlie Kirk foi assassinado nos EUA, na última quinta-feira (11), uma verdadeira batalha campal se estabeleceu nas redes — e fora delas — entre aqueles que buscam “honrar” a memória de Kirk e aqueles que lembram uma série de declarações absurdas proferidas por ele.
O assassinato de Charlie Kirk repercutiu, inclusive, no Brasil, onde o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem promovido uma campanha de perseguição contra pessoas que criticam ou debocham da morte do militante. Ferreira tem mobilizado as redes para que os críticos de Kirk sejam demitidos e usado sua influência para pressionar empresas.
Por mais que grupos da extrema direita tentem “limpar” a imagem do militante estadunidense, o fato é que ele possui uma vasta coleção de declarações profundamente obscurantistas. Duas delas, em especial, têm gerado ampla discussão nas redes sociais.
A primeira se refere à defesa de Charlie Kirk pelo retorno das execuções públicas: “Eu até acho que devemos trazer de volta execuções públicas para algumas pessoas […] deve ser público, deve ser rápido e deve ser televisionado.”
A segunda declaração, que levou até mesmo o escritor Stephen King a ser alvo de ataques massivos de apoiadores do MAGA, envolve uma discussão de Kirk com a influenciadora Sra. Rachel, que afirmou que o desejo de Deus era “o amor ao próximo” e que, nesse amor, os gays deveriam ser incluídos.
Como resposta, Charlie Kirk debocha de sua oponente e cita, de maneira cínica, um trecho da Bíblia: “A propósito, Sra. Rachel, você pode querer abrir essa sua Bíblia, em uma referência menor, parte da mesma parte das escrituras, em Levítico 18, que diz: ‘Tu te deitarás com outro homem, será apedrejado até a morte’. Apenas dizendo.”