7 de março de 2026
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Foto: MST

 

 Um 7 de setembro de muitas lutas em defesa da soberania nacional, em defesa dos direitos do povo trabalhador brasileiro e contra os golpistas e as tentativas de golpe de estado no Brasil. Assim deve ser o próximo domingo do povo brasileiro convocado a ir às ruas por movimentos sociais, centrais sindicais, frentes políticas e pastorais sociais. A luta é por direitos e por democracia.

 7 de setembro: Independência é democracia, não submissão

O próximo domingo quando comemoramos o 7 de setembro, data em que o Brasil celebra sua Independência, será marcado por mobilizações populares em todo o país. Longe de se restringirem a um ato festivo ou patriótico vazio, as manifestações deste ano assumem caráter político e social profundo. Com o lema “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis e frentes populares se unem em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos sociais.

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma ofensiva que ultrapassa as fronteiras internas. Interesses do imperialismo norte-americano, aliados a setores entreguistas da política nacional – notadamente o bolsonarismo e setores do centrão – buscam enfraquecer a autonomia do país, impor medidas econômicas injustas e criar instabilidade institucional. O resultado é uma pressão permanente contra o Estado brasileiro, em especial contra o Poder Judiciário e contra políticas que garantem direitos ao povo.

As ruas, no próximo domingo, também serão palco do Grito dos Excluídos, que há três décadas ecoa as vozes dos que não se veem representados pelas elites econômicas e políticas. O lema de 2025 – “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é Luta de Todo Dia” – reforça a urgência de unir a pauta ambiental à defesa dos direitos sociais, lembrando que não há futuro para o Brasil sem justiça social e respeito ao meio ambiente.

Além disso, a Semana da Pátria coincide com a etapa final do Plebiscito Popular, que mobiliza milhões de brasileiros pela redução da jornada de trabalho e por um sistema tributário mais justo. Essa luta toca em um ponto central da desigualdade nacional: enquanto trabalhadores e trabalhadoras são sobrecarregados por impostos indiretos, grandes fortunas e corporações seguem protegidas.

Diante desse cenário, o 7 de setembro se transforma em um divisor de águas. Não basta comemorar a independência conquistada em 1822; é preciso lutar para preservá-la em 2025. A independência verdadeira não é um ato do passado, mas um processo contínuo que se renova sempre que o povo ocupa as ruas e reivindica seus direitos.

Mais do que nunca, o Brasil precisa reafirmar que democracia e soberania caminham juntas. Sem democracia, a soberania é sequestrada por minorias e interesses estrangeiros. Sem soberania, a democracia se torna uma farsa, incapaz de garantir dignidade e justiça social.

O 7 de Setembro será, portanto, um dia de mobilização para lembrar que a independência não se resume a um grito histórico às margens do Ipiranga, mas ao grito vivo e atual de um povo que exige ser protagonista de sua história.