
Foto: Rogério Cassimiro
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, será agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Regional do Cariri (URCA).
A concessão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário (CONSUNI), com parecer da relatora, vice-reitora professora Socorro Vieira.
A entrega está prevista para outubro deste ano, quando a ministra deverá cumprir agenda na região do Cariri. A homenagem reconhece a trajetória de Marina Silva, marcada pela defesa do meio ambiente e da Amazônia, em uma atuação que se confunde com sua própria história de vida.
Uma comissão foi designada para elaborar a apresentação oficial, composta pelas professoras Roseli Barbosa e Francisca Clara de Paula e pelo professor Francisco Cunha.
Nascida em um seringal no Acre, Marina Silva é historiadora, professora, psicopedagoga, ambientalista e política, filiada à Rede Sustentabilidade (REDE).
Atuou como senadora pelo Acre entre 1995 e 2011 e disputou a Presidência da República em 2010, 2014 e 2018. Ao lado de Chico Mendes, liderou movimentos sindicais na defesa dos seringueiros, sendo eleita vereadora de Rio Branco em 1988, seu primeiro cargo público.
Educação e formação
Analfabeta, Marina foi matriculada no Mobral, projeto de alfabetização do regime militar, alfabetizando-se aos dezesseis anos. Após concluir sua alfabetização, estava apta para seguir com os estudos e já sonhava em uma graduação, optou por fazer vestibular, decidindo cursar História e formando-se em 1984, aos vinte e seis anos, na Universidade Federal do Acre (UFAC)
No ano de 1976, foi líder da chapa “Seringueira”, do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A chapa tinha como objetivo lutar contra o autoritarismo da universidade e tinha este nome para que a palavra fosse ao menos pronunciada dentro da instituição. O ciclo da borracha foi importante na região, tendo seu decaimento ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Mais tarde fez especializações em teoria psicanalítica na Universidade de Brasília (UnB) e em psicopedagogia na Universidade Católica de Brasília (UCB). Outra especialização em psicopedagogia na Argentina foi interrompida em 2010 devido à campanha eleitoral.