7 de março de 2026
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Foto: Lyon Santos/ MDS

 

Pela segunda vez na história, o Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), conforme anunciado em julho de 2025. A conquista representa um marco histórico e social de grande importância, ao indicar que menos de 2,5% da população brasileira vive em situação de subalimentação crônica. Isso significa que o país conseguiu, mais uma vez, garantir o direito humano à alimentação para a ampla maioria do povo brasileiro.

O feito acontece em um contexto desafiador, marcado por crises econômicas e sociais recentes que agravaram a pobreza e a desigualdade. A primeira vez que o Brasil havia saído do Mapa da Fome foi em 2014, também durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como resultado direto de políticas públicas como o Bolsa Família, o Fome Zero e o fortalecimento da agricultura familiar. No entanto, retrocessos ocorridos nos anos seguintes levaram o país de volta ao mapa em 2021.

O retorno à lista da FAO foi um alerta duro, que expôs o impacto de cortes em programas sociais e o enfraquecimento de políticas de combate à pobreza. Com a volta de Lula à Presidência em 2023, o enfrentamento à fome foi novamente colocado como prioridade nacional. A reestruturação do Bolsa Família, com foco em famílias mais vulneráveis, o aumento real do salário mínimo e a retomada de políticas de incentivo à produção de alimentos foram decisivos para reverter o cenário.

Especialistas e organismos internacionais destacam o papel do Estado como fundamental para garantir segurança alimentar em países com grandes desigualdades. O êxito brasileiro reforça que a fome é uma questão política, e não uma inevitabilidade. Com a saída do Mapa da Fome, o Brasil recupera sua credibilidade internacional e reacende a esperança de um país mais justo e solidário.

Contudo, o desafio permanece: manter as políticas sociais fortes e garantir que nenhum brasileiro volte a passar fome.