7 de março de 2026
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Foto: Tomzé Fonseca

EDITORIAL

TRAIDORES: Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e sua bancada na Câmara dos Deputados unidos contra o Brasil

O mito de que Jair Bolsonaro é um político honesto já caiu por terra faz um bom tempo, mas no Brasil parece ainda ter seguidores suficientes para tentar enganar a sociedade brasileira com a balela de que Bolsonaro é patriota, honesto e que protege as nossas famílias. Tudo conversa fiada.

A farra bolsonarista no Brasil teve início quando Bolsonaro venceu as eleições de 2018 com o atual presidente Lula (PT) preso pelo juiz Sérgio Moro que em seguida foi ser ministro do governo Bolsonaro.

A gestão de Bolsonaro foi marcada pelo descontrole das contas públicas, pelo negacionismo, pelo descaso com as vítimas da Covid 19 e pela corrupção que se espalhou pela máquina pública federal.

A gestão bolsonarista foi marcada ainda pelo total desmonte da saúde pública com a desestruturação do setor de vacinas do Ministério da Saúde, pelo corte de recursos em programas sociais, corte nas verbas das universidades federais e pelo corte de programas como o Mais Médicos. E de quebra, Jair criou o famigerado orçamento secreto.

A Revista Veja em 2022 registrou os seguintes cortes:

“No programa Casa Verde e Amarela, criado para substituir o Minha Casa, Minha Vida e para colocar Bolsonaro como “pai” de mais algum projeto, o corte foi de R$ 631 milhões. Em 2022, o programa teve dotação de R$ 665,1 milhões. Em 2023, a previsão é de R$ 34,1 milhões. O Auxílio Brasil, fixado em R$ 600 até 31 de dezembro, numa clara medida eleitoreira para tentar a reeleição, vai ser reduzido para R$ 400 no próximo ano. O acrescimento de R$ 200 para chegar ao valor atual significaria um aumento de gastos obrigatórios de R$ 52 bilhões no ano que vem. O governo poderia construir mais casas, mas decidiu cortar os gastos com quem mais precisa. Na educação, mais descaso. Além da conta cara que chegou com os dados sobre a aprendizagem dos alunos no período da pandemia, o governo propôs um corte de R$ 1,096 bilhão no programa Educação básica de qualidade”.

Ainda em 2022 a revista Carta Capital denunciou:

“O presidente Jair Bolsonaro (PL) cortou 90% da verba disponível para ações de enfrentamento à violência contra mulher durante seu mandato. O levantamento é da Folha de S. Paulo. O corte no orçamento do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos foi de cerca de 70 milhões de reais. No Orçamento encaminhado para o Congresso que prevê despesas para o ano de 2023 destina somente 17,2 milhões para o Ministério, uma redução de 83% em comparação com 2020”.

O site G1 da Globo em 2022 também falou dos cortes:

“Na proposta de orçamento do ano que vem, o governo federal cortou dinheiro de programas sociais voltados, por exemplo, para a habitação e a saúde. O programa Farmácia Popular, criado em 2004, funciona em parceria com farmácias e drogarias da rede particular. Distribui medicamentos de graça para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão, ou com até 90% de desconto para doenças como Parkinson e glaucoma. No ano passado atendeu a mais de 20 milhões de pessoas. O corte de 59% no orçamento do programa para remédios gratuitos para o ano que vem foi revelado pelo jornal “O Estado de São Paulo” e confirmado pela TV Globo”.

Mas o mais impressionante de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e da bancada bolsonarista no Congresso Nacional é a união com Donald Trump para atacar a soberania nacional do Brasil, destruir nossa economia e ter o controle das terras raras do Brasil, do pix e sabotar nossa economia com objetivos claros: livrar Bolsonaro da cadeia e manter o controle do Estados Unidos sobre os países da América do Sul controlando nossas riquezas e soberania.  E de quebras destruir o Brics.

Eduardo Bolsonaro como bem lembrou o jornal Folha de SP em um editorial trabalha contra os interesses e é um inimigo do Brasil, sabotando todo o trabalho da diplomacia brasileira para diminuir os estragos feitos pelo amigo da família Bolsonaro, Donald Trump.

Jair Bolsonaro e Eduardo não tem escrúpulos em deixar claro que preferem se unir a uma potência estrangeira e ficar contra o empresariado brasileiro contra os interesses do agronegócio brasileiro, da indústria nacional e contra a defesa dos interesses brasileiros. Para Jair Bolsonaro e seus seguidores o importante é destruir nossa economia e soberania contanto que os interesses do governo norte-americano e do bolsonarismo sejam satisfeitos.

Uns traidores que deixam de defender o interesse do Brasil, dos empresários brasileiros, da classe trabalhadora brasileira que vai perder empregos com o tarifaço de Donald Trump.

A máscara caiu. O amor de Bolsonaro (como ele mesmo diz) é com americanos e o governo Trump. A máscara caiu para a extrema-direita brasileira que fez um governo de cortes de gastos, colocou o Brasil no mapa da fome, promoveu o desemprego e aparelhou a máquina pública para vencer as eleições de 2022 e mesmo assim perdeu, pois, a maioria dos eleitores e do povo não quis mais o governo Bolsonaro. Assim é a democracia, o povo escolhe quem serão os dirigentes do país por voto direto e não via um golpe de estado.

Depois disso tudo armou um golpe de estado e em meio às denúncias surgiu o planejamento com o intuito de matar o presidente eleito, o vice-presidente eleito e um ministro do STF. O processo contra os golpistas está em andamento e toda a nação brasileira pode acompanhar todas as acusações contra Bolsonaro, generais e participantes da tentativa de golpe de estado.

O problema do Bolsonaro e dos deputados bolsonaristas na Câmara dos Deputados é que a reação da sociedade brasileira, da maioria dos políticos, do agronegócio, do alto empresariado que exporta produtos brasileiros é de repúdio a essa postura de Bolsonaro e seus seguidores. O Brasil é um país soberano que não vai baixar a cabeça para norte-americanos como quer Bolsonaro e sua turma.

Além disso, para mostrar como Bolsonaro administrou mau o Brasil nesta semana a ONU informou que o Brasil saiu pela segunda vez do mapa da fome. O Brasil foi colocado no mapa da fome pelos governos Temer e Bolsonaro.

Saiu na Agência Brasil: “A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável. Esta é a segunda vez que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retira o país dessa condição: a primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020”.

Como resposta aos ataques do governo de Donald Trump ao Brasil que pode jogar no espaço 200 anos de boas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o governo brasileiro confirma que as negociações com os Estados Unidos vão continuar mesmo com a adoção do tarifaço a partir desta sexta-feira, 1 º de agosto.

“O vice-presidente Alckmin, como eu tenho dito, tem mantido relações, uma comunicação com a sua contraparte dos Estados Unidos. E as conversas estão evoluindo. E, na minha opinião, vão continuar evoluindo. Independentemente da decisão que foi tomada dia 1º, ela não vai significar o fim, o término. É o começo de uma conversa”, declarou Fernando Haddad, ministro da Fazenda.

O ministro Haddad diz que várias opções vêm sendo estudadas e medidas serão tomadas para proteger a economia brasileira, o agronegócio, os setores afetados e os empregos.