7 de março de 2026
gayer

Créditos: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O PT ingressou com uma representação contra o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) no Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (12), pedindo que o parlamentar explique os ataques feitos à legenda, por meio das redes sociais, em função da Campanha Defenda do Brasil.

Gayer publicou postagens como uma, difundida no X (ex-Twitter), na qual afirma que ‘as maiores agências do Brasil” estariam recebendo “dinheiro público” para promover a campanha, lançada pelo PT, sindicatos e movimentos populares após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros.

A sigla se manifestou a respeito do episódio. “Na tentativa desesperada de mudar o discurso, e tentar apagar o espírito patriota dos brasileiros, a extrema-direita espalha fake news, afirmando que a campanha lançada pelo PT e aliados não é orgânica, que influenciadores foram pagos e que o governo Lula teria contratado agências, usando ‘milhões de reais’ para impulsionar a campanha”, diz texto do partido no site PT na Câmara.

“Na ação proposta no Supremo, o PT pede que Gayer seja obrigado a explicar as declarações, quais provas têm das informações falsas que dissemina. Caso não responda ou não consiga provar as mentiras que inventou, o deputado bolsonarista poderá ser alvo de uma ação penal”, diz ainda o texto.

Justiça, Gayer e fake news

Na última quarta-feira (9), a Justiça do Distrito Federal condenou Gustavo Gayer a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao PT, determinando ainda a retirada de um vídeo publicado por ele no YouTube. Na peça, o parlamentar associa eleitores de Lula a bandidos, traficantes e assassinos.

O partido alegou na ação que o vídeo promovia fake news e conteúdo ofensivo com o objetivo de difamar a legenda e seus apoiadores. O deputado alegou imunidade parlamentar e liberdade de expressão.

“Essa afirmação, além de desproporcional e infundada, reveste-se de teor ofensivo, pois imputa conduta criminosa a grupo determinado de indivíduos”, aponta a sentença.

Popularidade de Lula e o tarifaço

Conforme os trackings internos do Palácio do Planalto, levantamentos diários não divulgados oficialmente, pela primeira vez desde a crise do Pix, em janeiro, a avaliação positiva do presidente Lula superou a negativa em meio ao episódio do tarifaço imposto por Trump.

Segundo informações da coluna da jornalista Bela Megale, uma recuperação da popularidade  já vinha sendo registrada nas últimas semanas, impulsionada pelo discurso da justiça tributária, que se fortaleceu nas redes sociais após o Congresso Nacional ter derrubado os decretos do Executivo que fixaram aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

Fonte: Revista Fórum