
Ato na Avenida Paulista pelo fim da escala 6 x 1 | , Foto: Bruno Santos/Folhapress
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo uniram-se a entidades dos movimentos sindical e popular no Brasil inteiro para debater em praça pública e ampliar a campanha em defesa do fim da escala 6×1 do trabalhador brasileiro que parece não ter descanso, em um país onde o Congresso Nacional amplia gastos com mordomias, salários e até mais deputados que os brasileiros não precisam. A campanha do plebiscito tem como objetivo ampliar os direitos de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, direitos esses atacados diariamente.
Plebiscito Popular contra a Escala 6×1: mobilização nacional por direitos trabalhistas
O Brasil está sendo palco desde o último dia primeiro de julho de uma importante mobilização popular. As entidades que participam das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo estão realizando um plebiscito popular para que a população possa se manifestar contra a adoção generalizada da escala de trabalho 6×1 — seis dias trabalhados para apenas um de descanso.Uma escala de trabalho que explora de forma descarada os milhões de trabalhadores brasileiros.
A coleta de votos do plebiscito do Plebiscito Popular 2025 quer saber a opinião de trabalhadoras e trabalhadores sobre temas como a escala de trabalho 6×1, Redução da Jornada de Trabalho sem redução de salário e a Isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, com a maior taxação para quem ganha acima de R$ 50 mil.
Os movimentos sindicais, populares e movimentos em defesa do povo trabalhador, além de vários mandatos parlamentares populares defendem o fim dessa escala.
A proposta da escala 6×1, defendida por setores empresariais tem gerado grande polêmica e vem sendo rejeitada por entidades sindicais e trabalhadores Brasil afora. Para os organizadores do plebiscito, essa jornada intensifica a exploração da classe trabalhadora, prejudica a saúde mental e física dos trabalhadores e compromete a convivência familiar e o lazer — direitos fundamentais garantidos pela Constituição cidadã de 1988 que vive sendo mudada por deputados federais e senadores ligados aos patrões, à elite e aos banqueiros.
Podem participar todas as pessoas independentemente de estarem ou não registradas em sindicatos, partidos ou organizações sociais. A votação será feita presencialmente em escolas, praças, igrejas, universidades, sindicatos e também por meio de plataformas online.
O objetivo é coletar milhões de votos e mostrar que a sociedade brasileira não aceita retrocessos nos direitos trabalhistas como os que já aconteceram com a aprovação de reforma trabalhista de Michel Temer (MDB) apoiada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro (PL) que em seu governo como presidente da República aprofundou o desemprego, a desigualdade social e levou o Brasil e os povo brasileiro para o mapa da fome.
Segundo as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o avanço da lógica neoliberal tem promovido reformas que desmontam os direitos trabalhistas históricos. A ampliação da jornada 6×1 é vista como um ataque direto à classe trabalhadora, sobretudo aos mais pobres e vulneráveis.
A consulta popular também busca fortalecer a democracia participativa, incentivando o povo a se envolver diretamente nas decisões que afetam suas vidas. Além da votação, serão realizadas atividades de formação, debates, panfletagens e atos públicos em todas as regiões do país.
No site do plebiscitopopular.org.br é possível ter acesso a diversos materiais informativos e também de divulgação e de mobilização, tudo disponível para download, assim como no perfil oficial do plebiscito no Instagram @plebiscitopopular.
Plebiscito é um instrumento de consulta popular, previsto no artigo 14 da Constituição e regulamentado pela Lei 9.709/98, que possibilita os cidadãos serem consultados antes de uma lei ser constituída. Desta forma, o teor da lei a ser aprovada é definido pelo povo.
Com informações do site da CUT