6 de março de 2026
Brasileira cai em trilha no vulcão Rinjani e espera resgate

Legenda: Condições para resgate ficaram piores devido o clima da região | Foto: Reprodução / Redes sociais

A publicitária Juliana Marins, de 26 anos, segue próxima ao vulcão do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, onde guarda por resgate desde a sexta (20), quando caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros de distância da trilha que fazia.

Segundo a imprensa do país asiático, Juliana foi deixada para trás por seu guia, identificado como Ali Mustafa, após ela se queixar de cansaço. Ele então teria continuado a trilha com os outros cinco integrantes do grupo até o pico da montanha, mas ao retornar, não tinha encontrado mais a brasileira.

A jovem foi localizada por outro grupo de turistas que fazia a mesma rota e, usando um drone, a avistaram e conseguiram o contato de sua família após a divulgação de vídeos dela no local, já que ela não era vista desde às 17h30 do sábado (horário local).

Quem é Juliana Marins

Juliana Marins é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, tem 29 anos e trabalha como publicitária. Trabalhou em empresas do Grupo Globo, como Multishow e o Canal Off, e é formada em Comunicação pela UFRJ, tendo feito também cursos de roteiro, fotografia, e direção de cinema.

Somando mais de 20 mil seguidores nas redes sociais, Juliana costuma publicar fotos e vídeos curtos de registros das viagens que faz. A jovem também é adepta do pole dance, que a levou a disputar competições pelo esporte.

Qual é a situação do resgate

A irmã da jovem, Mariana Marins, que soube do caso pelas redes sociais, afirmou que o resgate ainda não conseguiu chegar à Juliana, pois é muito inóspito e com terreno arenoso, e que até por helicóptero fica impossibilitada a possibilidade de resgate.

A espera por ajuda já dura mais de 30 horas e, neste domingo (22), as buscas teriam sido interrompidas pela piora das condições climáticas, pois a visibilidade piorou. Devido uma garoa, o terreno ficou úmido, o que fez ela descer ainda mais rumo ao precipício do vulcão.

Família nega suporte

Após o desaparecimento da jovem, autoridades da Indonésia e a Embaixada do Brasil em Jacarta divulgaram informações de que a jovem teria recebido comida, água e agasalho. Entretanto, a família desmentiu as informações.

A representação brasileira em Jacarta tinha dito também que uma equipe de resgate havia conseguido chegar até Juliana após 16 horas de operação, também negado pela irmã de Juliana.

A jovem, que fazia um mochilão desde fevereiro, já havia passado por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. A trilha que a jovem fazia, iria de 20 a 22 de junho, por três dias e duas noites.

O que diz o governo brasileiro

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que equipes da Agência de Busca e Salvamento da Indonésia iniciaram o terceiro dia de esforços para resgatar Juliana, por volta das 19h deste domingo (22), às 5h da manhã no horário local.

“Desde que acionada pela família da turista, a embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou as autoridades locais, no mais alto nível, o que permitiu o envio das equipes de resgate para a área do vulcão onde ocorreu a queda, em região remota, a cerca de quatro horas de distância do centro urbano mais próximo”, disse o Itamaraty.

Como é o vulcão Rinjani, onde brasileira caiu

O vulcão Rinjani se eleva 3.726 m (12.224 pés) acima do nível do mar, e é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, e um dos favoritos dos turistas, pois é uma das principais atrações do Parque Nacional do Monte Rinjani, que compreende uma área preservada de 41 mil hectares.

O trajeto até o cume do vulcão pode levar até quatro dias, e dentro do monte, a caldeira do vulcão conta com mais de 50 quilômetros quadrados, e guarda o lago Segara Anak, uma fonte termal natural. É possível chegar ao local pelas cidades de Senaru e Sembalum.

Fonte: Diário do Nordeste