
A cidade do Crato comemora neste 21 de junho seus 261 anos com muita festa. Uma cidade que carrega uma longa história que mistura cultura, tradição, política e desenvolvimento. Uma das principais cidades do Ceará na atualidade, sendo uma das 10 maiores cidades em termos econômicos. As comemorações foram organizadas pela Prefeitura Municipal via a Secretaria de Cultura e vem acontecendo desde a quarta-feira, 18, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, mesmo palco da Expocrato.
Crato é exemplo para a cultura, tradição e história
O Crato foi fundado em 21 de junho de 1764, sendo elevado à categoria de vila em 1762 e de cidade em 1853. A região era habitada pelos índios Cariri antes da chegada dos colonizadores, provenientes principalmente da Bahia, Sergipe e Pernambuco, a partir de 1714. O nome “Crato” deriva do latim curatus, que significa padre ou lugar com condições para ser paróquia.
Sua denominação original era Missão do Miranda, depois Missão dos Cariris Novos, Aldeia do Brejo Grande e Vila Real do Crato e, desde 1842, Crato.
A cidade é berço da nossa cultura, da tradição e tem muitas histórias a contar. Como a de Padre Cícero Romão Batista que cedo saiu do Crato e fundou uma das mais importantes cidades do Cariri e do Nordeste brasileiro, a vizinha cidade de Juazeiro do Norte, hoje a quarta maior economia do Ceará.
Crato é também conhecida como a terra de Bárbara de Alencar. Lembrando que dona Bárbara era uma heroína republicana e exemplo da luta da mulher brasileira. Nasceu em Pernambuco, mas fez toda a sua história e vida na cidade do Crato. Era mãe dos revolucionários José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves e avó do escritor José de Alencar, além de quinta avó do escritor Paulo Coelho.
Bárbara de Alencar foi uma personagem importante para o imaginário regional nordestino e representa, até hoje, uma mulher revolucionária e que não se deixou abater pelo protagonismo político masculino.
Em seu amplo legado político, Bárbara de Alencar é lembrada como a figura de uma mulher comprometida com a causa libertária, possuindo importante participação em eventos com esse caráter no nordeste brasileiro. Embora sua história tenha sido omitida dos livros durante muito tempo, com recentes trabalhos de pesquisa histórica sobre os feitos de Bárbara estão sendo cada vez mais difundidos e utilizados como referência na luta feminina na política.
Atualmente, Bárbara é tida como a primeira presa política do Brasil, símbolo do pioneirismo político-social que lançou bases para futuras inserções de mulheres na política e conquista de direitos para elas. As recentes notícias da perpetuação da personalidade histórica de Bárbara, tange às comemorações e eventos que celebram conquistas femininas, dentro e fora da política.
Como dissemos, muita história tem o Crato à oferecer ao Cariri, ao Ceará e ao Brasil.
Portanto, a cidade do Crato comemora neste 21 de junho seus 261 anos com muita festa. As comemorações foram organizadas pela Prefeitura Municipal via a Secretaria de Cultura e vem acontecendo desde a quarta-feira, 18, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, mesmo palco da Expocrato.
O Crato é uma das mais tradicionais cidades do estado do Ceará e podemos dizer que é o berço da Região do Cariri. Do Crato, saiu, por exemplo ,a cidade de Juazeiro do Norte que foi emancipada no ano de 1911 e teve como primeiro prefeito o cratense Padre Cícero Romão Batista.
Bom lembrar que Padre Cícero é um cratense que deixou um importante legado para a história, a política e a religião católica na Região do Cariri e no Ceará. E pouco antes de se mudar para o antigo Tabuleiro Grande, Padre Cícero deu aulas no Seminário São José em Crato, que fica no Bairro Seminário, o mais populoso da cidade.
A história do Crato, entretanto, é um pouco mais longa que sua “vida” como uma cidade ou freguesia, como se dizia séculos atrás.
Os trabalhos da primitiva Igreja, dedicada a Nossa Senhora da Penha de França e São Fidélis de Sigmaringa, tiveram início em 1745, tendo como responsável, o frei Carlos Maria de Ferrara. Em 1762, foi criada a Paróquia, na aldeia do Miranda, sob a invocação de Nossa Senhora da Penha.
A edificação desse primitivo templo revela o atraso de sua época, considerando sua estrutura como as paredes de taipa, piso de barro batido e coberta de palhas, tendo ainda os caibros e ripas trançados de cipós. A permanência desses religiosos, no que se chamou de Missão do Miranda, estendeu-se por espaço de dez anos.
A povoação de Miranda elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no século XVIII, desmembrada da cidade de Icó e constituindo com essa, Lavras e Umari os mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no interior do Nordeste. Foi tornada cidade pela Lei Provincial nº 628, de 17 de outubro de 1853.
Atualmente o Crato tem um território com 1.138,150 km² e uma população de mais de 130 mil habitantes.É considerada uma das mais importantes cidades do Ceará, formando com Juazeiro do Norte e Barbalha o chamado triângulo Crajubar. A cidade faz parte da Região Metropolitana do Cariri.
Tem nos setores do comércio, serviços e turismo seus principais componentes econômicos. É berço da cultura não apenas do Cariri, mas do Ceará tendo dado ao mundo artistas como Sérvulo Esmeraldo, o cantor e compositor Abdoral Jamacaru e o desenhista e pintor Vicente Leite.
Fonte: site da Wikipédia