6 de maio de 2026
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Foto: Fretvans

Por Tarso Araújo
Editor do LSB

A panelada é conhecida como um prato com muita popularidade no Nordeste brasileiro. Aqui no Ceará, com certeza, faz parte da nossa gastronomia e ganha espaço no nosso cotidiano. Esse prato é consumido em lugares considerados mais elegantes, mas é no campo popular que a panelada ganha força.

Nos mercados públicos espalhados pelo Ceará (e também aqui na Região do Cariri) a panelada ganha espaço, é um prato muito procurado e popular. Há inclusive quem reserve a manhã cedo no domingo para consumir uma boa panelada nos mercados de Juazeiro do Norte e Crato, por exemplo. Mas isso também pode acontecer em várias outras cidades cearenses.

Quem quiser comer uma boa panelada pode correr no domingo pela manhã no Mercado do Pio XII em Juazeiro do Norte ou lá no Mercado Walter Peixoto, em Crato. Não sobra “merendinha” vendendo panelada e outros pratos típicos da nossa culinária, como a galinha de capoeira.

A novidade é que agora nossa panelada pode virar patrimônio Gastronômico, Cultural e Imaterial do Estado do Ceará. A ideia é do deputado estadual e historiador Acrísio Sena (PT) que já entrou com projeto na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

 

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Lembra o parlamentar em seu projeto que “a panelada servida em diversos pontos da cidade de Fortaleza e do Estado do Ceará, representados simbolicamente pelo Mercado São Sebastião, situado no centro da capital cearense, onde foi produzida a maior panelada do mundo, por ocasião do 1º Festival Gastronômico realizado naquele equipamento público.”

Mais uma vez voltamos aos mercados. O Mercado São Sebastião é um dos mais antigos de Fortaleza e lá além da nossa saborosa panelada os visitantes e fortalezenses podem consumir outros pratos bem conhecidos da nossa culinária cearense.
No São Sebastião você pode ir no Bar do Nem saborear uma língua de boi, ou tomar café da manhã e fazer compras. Os mercados aqui do Cariri não são muito diferentes sendo espaços para fazer um lanche, comer uma panelada com uma cervejinha ou até como café da manhã mesmo, para tirar a ressaca e ainda fazer compras.

De qualquer forma a panelada já está na nossa vida há séculos e há historiadores que apontam que esse prato típico nordestino remonta do século XVI. É o novo.
Luís da Câmara Cascudo define a panelada como “comida preparada com os intestinos, os pés e certos miúdos do boi, adubado com toucinho, linguiça ou chouriço, e convenientemente temperada. É prato próprio de almoço, e servido com pirão escaldado, feito do respetivo caldo em fervura, com farinha de mandioca.”

A panelada ser patrimônio imaterial do Ceará para o nobre Acrísio Sena é importante para “promover o referido prato constante no cardápio de mercados, quiosques, botecos e restaurantes que funcionam em todo o Estado do Ceará, representados simbolicamente pelo Mercado São Sebastião em Fortaleza, como mecanismo de incentivo ao turismo, à cultura, emprego e economia do Estado do Ceará.”
Uma boa ideia para a promoção desse prato que faz parte da vida, do cotidiano e a da cultura do povo do Ceará e do Nordeste.