7 de março de 2026
Luiz Marinho fala sobre o programa Crédito do Trabalhador durante entrevista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O programa Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito consignado com juros reduzidos, já movimentou R$ 8,9 bilhões em empréstimos para quase 1,6 milhão de trabalhadores com carteira assinada, em pouco mais de 30 dias de operação. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (30), durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“O Crédito do Trabalhador é destinado para trazer uma segurança àqueles que não tinham absolutamente acesso a nenhum crédito”, afirmou o ministro. Segundo ele, o programa atinge especialmente o público mais vulnerável, como empregadas domésticas, assalariados rurais e trabalhadores de pequenas empresas. “Esse pessoal não tinha absolutamente acesso a nenhum crédito”, reiterou, segundo aponta reportagem da Agência Gov.

Os dados apresentados mostram a distribuição do crédito entre as faixas salariais:

  •  Entre 1 e 2 salários mínimos, foram contratados R$ 1,6 bilhão;
  •  De 2 a 4 salários mínimosR$ 2,7 bilhões;
  •  De 4 a 8 salários mínimosR$ 1,9 bilhão;
  •  E acima de 8 salários mínimosR$ 2,5 bilhões.

O programa, que utiliza como garantia o salário do trabalhador para reduzir os riscos e os juros das operações, é voltado a celetistas, inclusive trabalhadores domésticos, rurais e empregados de microempreendedores individuais (MEIs) com direito ao FGTS. O objetivo é substituir dívidas mais caras, como cheque especial, rotativo do cartão de crédito e financiamentos com juros abusivos, por crédito mais barato e seguro.

“Cria-se a condição de as pessoas que têm uma dívida sem garantia, pagando juros altos — acima de 6%, 8%, até 10% e, com agiota, até 20% — poderem contratar um empréstimo seguro, com a garantia de sua forma de pagamento”, explicou Marinho.

Desde a última sexta-feira (25), o programa entrou em uma nova fase: os trabalhadores já podem migrar dívidas antigas, como empréstimos consignados e créditos diretos ao consumidor, para o Crédito do Trabalhador, com taxas mais baixas. A operação pode ser feita diretamente nos canais digitais das 70 instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

“Até o dia 25, era só pela plataforma do E-Social, sua carteira digital. A partir de 25, você pode fazer direto da plataforma do banco, mas eu sugiro que você dê uma passadinha na plataforma do E-Social”, orientou o ministro. Segundo ele, usar o E-Social permite comparar ofertas de diferentes bancos, ampliando as opções e aumentando o poder de escolha do trabalhador.

A partir de 6 de maio, uma nova funcionalidade será implementada: a portabilidade de crédito. O trabalhador que já tiver um empréstimo em um banco poderá receber proposta de outra instituição com juros menores. Caso aceite, o banco de origem poderá igualar a proposta para manter o cliente. “É um verdadeiro leilão para estabelecer uma taxa menor ao trabalhador. O trabalhador tem que estar muito ligado e estar consciente de que ele pode ser o protagonista de qual juros que ele vai pagar”, declarou Marinho.

Atualmente, o Brasil tem mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, e o governo estima que até 25 milhões de pessoas possam ser beneficiadas pelo consignado privado nos próximos quatro anos. O Crédito do Trabalhador é, portanto, mais do que uma política de acesso ao crédito: trata-se de uma medida estrutural para a inclusão financeira e o combate à desigualdade.

Fonte: Brasil 247

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